Reino Unido investirá cerca de R$ 100 milhões em pesquisa no Brasil

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, em cerimônia na USP, no dia 9 de abril, anunciou o lançamento do Fundo Newton, que visa fomentar o avanço em pesquisa e inovação em países emergentes. O evento contou com a presença de representantes britânicos e brasileiros na área de ciência e tecnologia.

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O evento contou com a presença de representantes britânicos e brasileiros da área de ciência e tecnologia

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, em  cerimônia na USP, no dia 9 de abril, anunciou o lançamento do Fundo Newton, que visa fomentar o avanço em pesquisa e inovação em países emergentes. O evento contou com a presença de representantes britânicos e brasileiros da área de ciência e tecnologia.

O fundo totaliza cerca de R$ 1,4 bilhão e será disponibilizado por meio de coparticipação entre 15 países emergentes por três anos. O Brasil ficará com uma fatia de mais de R$ 100 milhões,divididos pelo período de três anos. O valor terá uma contrapartida brasileira, com aporte financeiro de instituições do país voltadas à pesquisa científica.

Serão apoiados projetos de colaboração em pesquisa científica, desenvolvimento de inovações, intercâmbio de pesquisadores e estudantes, relações entre instituições de ciência e o desenvolvimento de novas parcerias entre o Reino Unido e o Brasil em áreas-chave, como segurança alimentar, transformação urbana, bioeconomia e doenças negligenciadas. A primeira parceria será com o Conselho Nacional de Fundações de Apoio à Pesquisa (Confap), que agrega Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de 25 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal.

Na abertura do evento, o reitor Marco Antonio Zago salientou que a parceria entre o Brasil e o Reino Unido é antiga, recordando que ele fez, nos anos 70, pós-doutorado na  Nuffield Department of Clinical Medicine na Universidade de Oxford. “O estabelecimento deste acordo, entretanto, levará essa colaboração a um nível mais alto”, destacou.

O ministro das Finanças, George Osborne, ressaltou que “vê muitos ganhos em parcerias com países como o Brasil, que tem demonstrado um avanço acelerado no investimento em ciência e inovação e está posicionado para ser uma das potências científicas do futuro”.

Segundo o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Arana Varela, a instituição analisa a participação no fundo de acordo com seu regulamento. “Certamente trata-se de uma proposta interessante. Mas, a Fapesp precisa cumprir todos os trâmites internos da Fundação antes de anunciar a sua adesão – assim como ocorre com todos os demais convênios e memorandos de entendimento”, afirmou.

O Fundo Newton foi criado em dezembro de 2013  e tem como foco prioritário o desenvolvimento da capacidade científica de países emergentes e o crescimento sustentável de longo prazo. Os países que estão inclusos no plano de coparticipação do fundo são: China, Índia, Brasil, Turquia, África do Sul, México, Chile, Egito, Colômbia, Casaquistão, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Malásia.

(Foto: Ernani Coimbra)

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