Brasil enfrenta desafios no tratamento do AVC

Colunista fala sobre o resultado do estudo brasileiro “brigde-stroke” e o cenário desafiador que ainda é o tratamento hospitalar do AVC no Brasil

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Segundo Pontes Neto, o AVC tem tratamento, mas depende da implementação de uma série de intervenções, com o objetivo de restaurar o fluxo sanguíneo para artérias do cérebro que estão entupidas. Desse modo, melhorar a evolução clínica dos pacientes com AVC  é importante já nas primeiras horas de internação hospitalar.

O professor explica que entre os principais desafios está a implementação de evidências clínicas de estudos científicos nas práticas clínicas em todo o mundo, sobretudo em países em desenvolvimento, como no Brasil: “Só para ter ideia da dificuldade da implementação, as estimativas são de que 2% dos pacientes com AVC no Brasil recebem tratamento trombolítico.”

O professor fala sobre o resultado do estudo brasileiro bridge-stroke, apresentado no último sábado no Congresso American Heart Association, um dos maiores eventos sobre a doença cardiovascular do mundo. “Os resultados do estudo brasileiro bridge-stroke, coordenado pela neurologista Maria Júlia Carrion, teve apoio do Projeto do Ministério da Saúde do SUS e o estudo testou o efeito de um pacote de intervenções para melhorar o atendimento de pacientes com AVC nas primeiras horas da sua internação.”

O estudo incluiu 1.624 pacientes em 36 hospitais no Brasil, Argentina e Peru. Ouça acima, na íntegra, o comentário do professor Octávio Pontes Neto.

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