Guia orienta uso correto de máscaras por profissionais de serviços essenciais

Publicação elaborada por professores e alunos da USP em Bauru reúne as principais regras de uso da máscara de proteção para evitar a contaminação durante o trabalho

Guia destaca orientação para o uso de máscara de proteção por profissionais de serviços essenciais – Foto Divulgação/FOB

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A máscara de proteção virou item obrigatório em tempos de pandemia e em muitas cidades do País a ausência dela no rosto pode implicar em multa, tal a importância desse acessório para conter a disseminação do vírus. Mas, para evitar a contaminação, não basta só colocá-la, também existem comportamentos e orientações para estarmos atentos. Qual o tipo ideal de máscara deve-se usar conforme a profissão? Como lidar com ela ao longo do dia? Devo descartar ou posso reutilizá-la?

Para explicar o uso correto da máscara de proteção, professores e alunos da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP elaboraram o guia Máscaras: o que devemos saber para nos proteger?. O trabalho foi feito em parceria com a Unisagrado Bauru e, entre os profissionais, participaram preceptores (orientadores) que estão na atenção primária no atendimento à saúde nas áreas de Odontologia, Fonoaudiologia, Medicina, Fisioterapia, Enfermagem e Psicologia. A publicação, que está disponível neste link, destaca orientações detalhadas para o uso de máscara por profissionais de serviços essenciais, geralmente os mais expostos ao vírus. No caso dos entregadores dos serviços de delivery, por exemplo, a recomendação é trocar a máscara por outra quando ficar úmida, com cerca de duas horas de uso ou se estiver suja. Já os garis nunca devem manipular sacos de lixo sem máscara e luva, pois o vírus pode permanecer na superfície desses materiais durante muitas horas.

De acordo com Maria Aparecida Miranda de Paula Machado, professora da FOB e coordenadora do Grupo Atenção Primária à Saúde, é importante reforçar determinados comportamentos preventivos para evitar e reduzir a contaminação desenfreada, para que os casos mais graves possam ser tratados com melhor qualidade de atenção à saúde. Para realizar o trabalho, segundo a professora, foi preciso fazer um exercício de empatia para se colocar no lugar dos vários profissionais, pensar como seria o uso da máscara diante das atividades realizadas e nos cuidados para que não ocorra a contaminação nas relações com outras pessoas.

 

O grupo também produziu cartazes para orientar sobre o uso da máscara por trabalhadores de serviços essenciais (garis, frentistas, motoristas de transporte coletivo, entre outros) e estão sendo encaminhados para as entidades profissionais, além de serem distribuídos em redes sociais e veículos de comunicação.

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Com informações da Assessoria de Imprensa da FOB

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