Doutoranda da USP ajuda a criar trilha de ciclismo em Piracicaba

Localizada na Estação Experimental de Tupi, local tem dois quilômetros de extensão

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Trilha do Limoeiro tem cerca de dois quilômetros de extensão – Foto: Arquivo pessoal/Carolina Teixeira Bartoletti

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Ciclistas de Piracicaba e região ganharam mais um espaço para andar de bicicleta. Desde o dia 22 de setembro está aberta a Trilha do Limoeiro na Estação Experimental de Tupi, mais conhecido como Horto de Tupi. O desenho do caminho integra o projeto de doutorado de Carolina Teixeira Bartoletti, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, sob orientação da professora Teresa Cristina Magro-Lindenkamp.

O traçado, com pouco mais de dois quilômetros de extensão, já existia, mas sofreu um manejo para se adequar ao novo projeto, pensado especificamente para o ciclismo.

A Estação Experimental de Tupi não possui cercas de delimitação. Apesar do expediente de funcionários no local ser das 7 às 16 horas, os ciclistas podem utilizar a trilha em horários alternativos. A administração e gerenciamento do local é feita pela Divisão de Florestas e Estações Experimentais do Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

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Trilha sendo limpada por ciclistas e ambientalistas – Foto: Arquivo pessoal/Carolina Teixeira Bartoletti

A trilha resolveu um problema que há tempos existia na região: ciclistas desejavam mais circuitos destinados à prática esportiva e algumas instituições ambientais reivindicavam a preservação do local.

Nos últimos anos, ciclistas da região começaram a criar traçados informais, abrindo trilhas por conta própria dentro do horto. O problema é que, apesar de ser aberta ao público, a área é uma Unidade de Conservação (UC) destinada à realização de atividades e pesquisas científicas. “Abrir mais caminhos é simplesmente desmatar mais áreas”, afirma Carolina.

O impasse surgiu da grande demanda pelo ciclismo no local, tanto de moradores de Piracicaba quanto de cidades próximas. De acordo com Carolina, esse caso faz parte de uma tendência atual. “Vem aumentando a busca pela prática esportiva ao ar livre. Já existiam trilhas no local para a realização de exercícios físicos, mas foram criadas principalmente para os pedestres”.
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Carolina pintando as placas de sinalização para a trilha – Foto: Arquivo pessoal/Diones Borges

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Formada em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, em São Paulo, Carolina é doutoranda em um
programa que permite abordagens mais interdisciplinares. “Em minha pesquisa, trato das atividades ao ar livre que tenham impactos no meio ambiente”. Como o horto é muito utilizado pela USP para estudos científicos e a tese da estudante se encaixava com o assunto debatido, ela começou a se envolver na solução desse conflito.

A proposta foi discutir o assunto com todos os agentes envolvidos e as instituições responsáveis. “Pensamos em criar um novo caminho propondo encontros abertos com todos os interessados para achar a melhor saída”, conta ela.

A expectativa é que a necessidade de se criar novos caminhos informais diminua no local, gerando menos impacto ambiental.

 

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