Pandemia impõe limites à lógica de mercado

Neoliberalismo tropeça no desafio de promover proteção social e econômica

O coronavírus acentua divisão da sociedade entre os que colocam a eficiência da suposta economia de mercado frente à demanda de valores, que não são estritamente econômicas, mas que dizem respeito à saúde pública, ao bem estar da sociedade, à solidariedade. O governo segue dando maus exemplos: o presidente demora a tomar medidas e, quando o faz, são ineficientes. A questão que surgiu e que contrapõe o valor de uma vida aos valores de mercado chegou a níveis inacreditáveis, como quando o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que o valor de uma vida não é infinito.
Segundo o professor Gilson Schwartz, “esse tipo de racionalidade, essa suposta calculabilidade, reflete, na realidade, uma posição que já existe em tempos normais. A pandemia, o coronavírus, está apenas explicitando uma posição filosófica que já é corriqueira no meio de muitos setores empresariais, que colocam o lucro, o resultado econômico, o funcionamento do mercado acima de outras questões. Para o professor, “o que importa neste momento é menos a ideologia econômica e mais a constatação de que a vida está acima de tudo, inclusive acima das preferências partidárias de quem está no governo ou na oposição”.
Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da entrevista.

Iconomia 
A coluna Iconomia, com o professor Gilson Schwartz, vai ao ar toda segunda-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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