Superintendente fala sobre projetos na área de segurança da Universidade

O superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin, assumiu o cargo no dia 26 de janeiro deste ano e, desde então, vem se debruçando com muito afinco nas questões relacionadas à segurança dos campi da Universidade. Novos projetos estão sendo desenvolvidos para área, sobre os quais Visintin fala nesta entrevista.

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O novo superintendente vê como principais desafios a organização da guarda universitária e a discussão com toda a Universidade de um novo modelo de segurança

O superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin, assumiu o cargo no dia 26 de janeiro deste ano e, desde então, vem se debruçando com muito afinco nas questões relacionadas à segurança dos campi da Universidade.

O novo superintendente vê como principais desafios a organização da guarda universitária quanto à gestão de sua missão, que é a de “trabalhar como parceira dos alunos, professores e funcionários”, e a discussão com toda a Universidade de um novo modelo de segurança. Além disso, novos projetos estão sendo desenvolvidos para área, sobre os quais Visintin fala nesta entrevista.

Professor, como avalia o modelo de policiamento comunitário proposto para a Universidade?

José Antonio Visintin – O modelo japonês irá favorecer o entendimento da comunidade quanto à segurança das pessoas e do patrimônio da Universidade, que está inserida em uma cidade cujos problemas se refletem em nosso campus. Dessa forma, a parceria entre a Comissão de Direitos Humanos, a Superintendência de Segurança e a Secretaria de Segurança Pública resultará em um projeto de segurança adequado para nossa Universidade.

Quais são os projetos que estão sendo desenvolvidos pela Superintendência?

JAV – O primeiro deles diz respeito ao sistema de monitoramento eletrônico do campus, que será ampliado e modernizado. Hoje, temos 59 câmeras em funcionamento na Cidade Universitária, que serão substituídas por estarem ultrapassadas no que tange a seu tempo de uso. No total, serão instaladas 638 câmeras no campus do Capital.

Ainda na área de tecnologia, também há um projeto de criação de um aplicativo para celular?

JAV – Sim, estamos desenvolvendo um aplicativo para celular, que ajudará na gestão e segurança dos campi. O projeto está sendo desenvolvido por um grupo de técnicos do campus de Pirassununga, da Superintendência de Segurança, da Superintendência de Tecnologia da Informação, juntamente com o professor da Escola Politécnica, Jun Okamoto, que é especialista em aplicativos para celular. Também farão parte das discussões os técnicos das Prefeituras dos campi, que serão importantes para fornecer subsídios em termos de gestão das áreas.

Professor, em que estágio está o sistema de iluminação?

JAV – O sistema de iluminação, tanto das vias quanto dos pontos de ônibus, nos diferentes campi, está em estágio final de implantação.

No que consiste o projeto de criação de Núcleos de Direitos Humanos nas Unidades?

JAV – No campus da Capital, pelas características e tamanhos das Unidades, poderão ser criados Núcleos nas Unidades. Já nos campi do interior, Quadrilátero Saúde/Direito e EACH, um Núcleo de Direitos Humanos deverá ser criado em comum acordo com a Prefeitura, Conselho Gestor do Campus e os diretores.

Esses Núcleos terão atuação imediata sobre qualquer tipo de violência moral, sexual etc, acionando a Guarda Universitária e dando total apoio às vítimas nos aspectos psicológicos e médicos, além de se responsabilizarem pela abertura de sindicâncias para apurar e punir os responsáveis. Com isso, será possível ampliar in loco a proteção e garantir a rapidez no processo. Os Núcleos terão contato direto com a Guarda Universitária e a Comissão de Direitos Humanos, colaborando com os dirigentes das Unidades e de Órgãos nos diferentes campi.

 Já há previsão de criação do Conselho de Segurança do Campus e qual será o escopo de atuação desse Conselho?

JAV – Será criado juntamente com o policiamento comunitário. Será composto por professores, funcionários, alunos, comunidade externa, além da Reitoria e da Comissão de Direitos Humanos, e atuará em políticas de segurança comunitária.

 Em relação aos outros campi, quais são os projetos previstos?

JAV – Os mesmos projetos do campus da Capital serão estendidos aos campi do interior, mas no momento oportuno.

(Foto: Ernani Coimbra)

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