Duas pesquisadoras da USP vencem Prêmio L’Oréal-Unesco

As duas pesquisadoras da USP, Alline Campos e Tábita Hunemeier, respectivamente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e do Instituto de Biociências (IB), estão entre as sete vencedoras da 10º edição do Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC “Para Mulheres na Ciência”.

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A L’Oréal Brasil anunciou, no dia 10 de agosto, as sete vencedoras da 10ª edição do Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC “Para Mulheres na Ciência”, um programa brasileiro voltado às mulheres cientistas, realizado em  parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Entre as vencedoras, duas são da USP: as pesquisadoras Alline Campos e Tábita Hunemeier, respectivamente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e do Instituto de Biociências (IB).

As vencedoras foram selecionadas pela qualidade de seus currículos e pelo potencial de suas pesquisas, desenvolvidas em instituições brasileiras. Como prêmio, cada uma receberá uma bolsa-auxílio de US$ 20 mil (convertidos em reais), para dar prosseguimento às suas pesquisas. Em 2015, mais de 400 projetos foram inscritos. A cerimônia de premiação acontece no dia 21 de outubro, no Rio de Janeiro.

Vencedoras

As duas pesquisadoras da USP estudam questões relacionadas às ciências da vida. A pesquisadora da FMRP, Alline Campos (à esquerda), busca uma forma de produzir medicamentos mais efetivos e que produzam menos efeitos adversos, para tratar pacientes que sofrem de ansiedade e depressão. “Este reconhecimento profissional é fundamental para cientistas que estão, como eu, iniciando suas carreiras. Receber um prêmio dessa importância confirma que estamos no caminho certo”, afirma a paulista.

Tábita Hunemeier-IBA outra cientista da USP, Tábita Hunemeier, realiza pesquisas no Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB. Ela tenta elucidar em seu projeto as bases genéticas de características morfológicas dos nativos americanos (indígenas), para tentar encontrar variações genéticas que os diferenciam fisicamente das populações de outros continentes. “Eles são a população menos estudada no mundo do ponto de vista genético. Nosso estudo tenta preencher uma lacuna existente e entender melhor questões relacionadas à sua evolução”, explica. Ela conta que levou alguns minutos para assimilar a notícia do reconhecimento. “É emocionante. Sinto-me muito honrada em ter sido selecionada entre as centenas de pesquisadoras competentes inscritas”, comemora.

As outras vencedoras de 2015 são: Daiana Ávila, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), no interior do Rio Grande do Sul; Elisa Brietzke, do departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Cecília Salgado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Elisa Orth, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Karin Menéndez–Delmestre, da UFRJ.

10 anos no Brasil

O Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC “Para Mulheres na Ciência” no Brasil existe desde 2006. Durante este período, o prêmio já reconheceu e promoveu o trabalho de 68 jovens mulheres cientistas de diversos Estados do país, entre as quais 10 eram da USP. Além das duas ganhadoras de 2015, as outras oito pesquisadoras da Universidade reconhecidas com este prêmio foram: em 2007, Andrea de Camargo; em 2008, Elysandra Figueredo, Lea Tenenholz Grinberg e Sheila Cavalcante Caetano; em 2010, Káthia Maria Honório; em 2013, Florencia Graciela Leonardi; e, em 2014, Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e Ludhmila Abrahão Hajjar.

Internacionalmente, o Programa L’Oréal-Unesco for Women in Science foi fundado em 1998, com o intuito de reconhecer e premiar os avanços da presença feminina na área da Ciência. Anualmente, no mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, o programa premia cinco cientistas, uma de cada região do mundo (África e países Árabes, Ásia-Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte), com uma bolsa-auxílio de US$ 100 mil. Em 17 edições, seis brasileiras foram agraciadas com o prêmio, entre elas duas professoras da USP: em 2001, Mayana Zatz, do IB; e, em 2009, Beatriz Barbuy, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG).

Saiba mais em: http://www.paramulheresnaciencia.com.br/

(Fotos: Assessoria de Imprensa L´Oréal Brasil)

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