Mutação não hereditária atua como terapia gênica em doença rara

Pesquisadores identificaram uma mutação não hereditária em célula sanguínea de paciente com síndrome de deficiência da GATA2, uma doença rara.

Tecido pulmonar de paciente com síndrome da deficiência de GATA2 – Foto: CTC/divulgação

Pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da USP identificaram, pela primeira vez, uma mutação não hereditária em células do sangue de um paciente com síndrome de deficiência da GATA2 – doença rara causada por um mutação herdada no gene que codifica a proteína homônima.

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A mutação não hereditária (somática) pode ter atuado como uma terapia gênica natural, impedindo que o processo de renovação celular do sangue (hematopoiese) fosse prejudicado pela doença e que o paciente desenvolvesse as manifestações clínicas típicas, como falência da medula óssea, surdez e obstrução do sistema linfático (linfedema), estimam os pesquisadores.

Os resultados do estudo, publicado na Revista Blood com destaque na capa e no editorial, abrem a perspectiva de utilização de terapia gênica e de mudanças no aconselhamento genético de famílias com a doença hereditária.
O paciente foi identificado por meio do atendimento médico de seus dois filhos no Hemocentro de Ribeirão Preto.
Elton Alisson | Agência Fapesp

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