Testes genéticos: os cuidados ao assinar o termo de consentimento

Empresas utilizam informações para fins comerciais; vazamento de dados também preocupa

Fazer um teste genético hoje em dia é muito simples. Você compra um kit em farmácias, pela televisão ou internet, coleta o material, preenche uma ficha com seus dados, envia pelo correio e recebe o resultado em casa. Mas você sabia que algumas empresas utilizam nossas informações pessoais em causa própria?

No Decodificando o DNA de hoje, Mayana Zatz fala sobre alguns cuidados que devemos ter com nossas informações. Ela relembra o escândalo da Cambridge Analytica, empresa britânica de mineração e análise de dados.  Na virada de 2019 para 2020, houve o vazamento de dados pessoais de até 87 milhões de usuários.

A geneticista comenta que, antes de qualquer exame genético, o paciente ou consulente precisa assinar um documento de consentimento informado. “Mas, pela nossa experiência, as pessoas assinam esses documentos sem ler”, alerta Mayana. Por conta das brechas existentes nos contratos, algumas empresas firmam parcerias com grandes laboratórios e compartilham as informações dos bancos de dados. “É ético se aproveitar financeiramente das informações genéticas dos voluntários?”, questiona.

Para saber mais, clique no áudio acima e ouça a coluna na íntegra.


Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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