Renato Janine fala da obrigatoriedade do voto no Brasil

Para colunista, voto obrigatório é eticamente bom, mas seria interessante tirar a obrigatoriedade legal ou repensar a punição

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Nesta semana, o professor Renato Janine Ribeiro aborda a obrigatoriedade do voto em sua coluna Ética e Política. Segundo Janine, nos países em que o voto não é obrigatório, pode haver um círculo vicioso pelo qual os mais pobres acabam não votando e, com isso, se perpetua a pobreza e a exclusão. “Nos Estados Unidos, acontece isso com os negros. A participação deles como eleitores nas eleições é menor que a dos brancos. Por isso, alguns movimentos nos Estados Unidos alegam que, havendo obrigatoriedade do voto, haveria um resultado mais democrático, uma participação maior de todas as classes sociais e de todos os grupos étnicos; enfim, seria uma eleição que representasse melhor a sociedade”, aponta.

“Se quisermos acabar com a obrigatoriedade do voto, podemos fazê-lo, mas deveríamos deixar claro que, sem um eleitorado que vote maciçamente, o regime democrático fica um tanto bambo”, diz o colunista. O professor lembra que fala deste tema detalhadamente no livro A Boa Política, lançado em 2017, pela Editora Companhia das Letras. Em um dos capítulos, Janine discute os prós e os contras do voto obrigatório, concluindo que “eticamente é bom, mas talvez pudéssemos tirar a obrigatoriedade legal ou repensar a questão da punição”, destaca. “Mas é um assunto bem complexo e não se resolve isso reduzindo o voto a um item das bandejas de supermercado”, finaliza.

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ética e Política.

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