Dois últimos álbuns de Elza Soares se pautam na contemporaneidade

“Mulher do fim do mundo” e “Deus é mulher” mostram a urgência da intérprete em dar voz aos grupos das diversidades

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O professor Ricardo Alexino Ferreira fala do engajamento de Elza Soares com as diversidades e cita os dois trabalhos da cantora que considera um grito pela liberdade. No caso de Mulher do Fim do Mundo, de 2015, a faixa Maria da Vila Matilde foi um dos grandes sucessos, propondo que as mulheres reagissem à violência doméstica denunciando os agressores.

No álbum Deus é Mulher, de 2018, Elza dá o gênero feminino a Deus e evoca que Exu deve estar nas escolas. A cantora faz uma evidente referência à lei 10.639, que determina que os currículos escolares contemplem o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira, mas que não tem sido aplicada efetivamente pela resistência de professores de religiões conservadores e até mesmo racistas, resistentes às africanidades, explica ele.

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