Setor de transportes é fonte de superfaturamento e corrupção

Raquel Rolnik comenta a atividade que é paga com recursos públicos e que não oferece qualidade nos serviços

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Na coluna “Cidade para Todos” desta semana, a professora Raquel Rolnik comenta sobre a falta de transparência no setor de Transportes. Raquel parte da Operação Ponto Final, que investiga um esquema de pagamentos de propinas no transporte público do Rio de Janeiro, para falar sobre a falta de transparência em processos de licitações e de contratos de concessões públicas para empresas privadas.

Segundo a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, tais contratos muitas vezes envolvem não só esquemas de corrupção, mas também de superfaturamento. “Trata-se de uma atividade extremamente lucrativa, que é paga com recursos públicos e que não oferece aos usuários a qualidade dos serviços que eles exigem”, afirma, citando as manifestações de junho de 2013, que, além da pauta da diminuição dos preços das passagens, denunciavam os cartéis de ônibus nos Estados brasileiros. Ela ainda critica as audiências públicas que discutem a questão do transporte, marcadas pela atual gestão da prefeitura da cidade de São Paulo, já que parecem ter o objetivo de apenas “cumprir o rito de uma administração que não acredita em processo de controle social”.

 

 

 

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