Prática do governo contradiz discurso de contenção de gastos

Especialista aponta que interesses distintos dentro da equipe do governo dificultam redução de despesas públicas

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Um dos maiores desafios apontados pelo governo federal é o combate à crise fiscal, através da aprovação de reformas e de medidas que diminuam os gastos públicos e aumentem a arrecadação do Estado. Segundo a classe política, essas ações vão no sentido de ajudar o País a conter a dívida pública e não ultrapassar o déficit fiscal de R$ 159 bi, previstos para este ano e para 2018.

Medidas do governo contradizem o discurso de contenção de gastos -Foto: Beto Barata/Agência Brasil

No entanto, a Câmara dos Deputados deve votar a aprovação do Refis, projeto de refinanciamento de dívidas de empresas privadas, que abre mão de arrecadar até R$ 543,3 bilhões em pagamentos, em um período de três anos. Também será deliberado pelos deputados um ponto da Reforma Política, que propõe a criação de um fundo público para financiar campanhas eleitorais. Além destas, outras medidas vão sendo tomadas, aparentemente contradizendo o discurso de contenção de gastos.

Para a professora Ana Carla Bliacheriene, do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, a dívida pública brasileira cresce “absurdamente e de uma forma perigosa”, em um cenário onde a “capacidade de arrecadação do Estado é cada vez menor”. Segundo ela, o governo possui uma equipe econômica que está “tentando, a sério, tomar as medidas necessárias para a redução da despesa pública”, mas há um outro lado que caminha “no ímpeto de aumentar o gasto público para conseguir consensos no parlamento”.  Confira a íntegra da entrevista com a professora, acima.

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