Diálogos na USP

Diálogos na USP #11 Privatização: muito além da venda de estatais

Para responder questões sobre Privatização, o Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu Marcos Augusto Perez, professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da USP, com mais de 30 anos de atuação nas áreas de Direito Administrativo, Constitucional, Financeiro e Empresarial. Falou também Sérgio Adorno, professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e coordenador do Núcleo de Estudos da Violência, NEV-USP

Diálogos na USP #09 Locomoção nas grandes cidades ainda é um desafio

Para falar sobre mobilidade urbana nas grandes cidades, o Diálogos na USP , apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu Orlando Strambi, professor titular sênior da Escola Politécnica da USP e sócio-fundador da associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transporte. Além dele, falou Carolina Requena, doutoranda no Departamento de Ciência Política da USP e pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

Orlando Strambi diz que São Paulo não é tão diferente de outras grandes cidades. A natureza do problema, ou seja, a questão da mobilidade, é semelhante em todas. A questão da imobilidade, por outro lado, é um conceito que se aplica em planejamento de transportes e chega a ser medido costumeiramente, levando-se em conta aqueles que não se deslocam cotidianamente. O professor explica que aproximadamente 30% da população não apresenta deslocamento significativo. Todavia, deve-se entender se o deslocamento não ocorre por questões de escolha ou por falta de possibilidade, em razão de falhas no transporte.

Carolina Requena explica que há pessoas que estão mais imóveis do que outras, pois há um sistema hierárquico.“A região metropolitana já é uma região que tem muitas desigualdades de diversas ordens sociais e econômicas. O sistema de mobilidade poderia vir para dirimir um pouco a situação”, avalia a pesquisadora, complementando que, na atualidade, ele apenas reforça o fato. Pessoas que se deslocam de automóvel próprio têm mais conforto e chegam rapidamente aos seus destinos, enquanto aqueles que não possuem ficam presos no transporte público em meio ao trânsito, que é provocado justamente pela quantidade de carros.