Pesquisa americana analisa células de paciente com 114 anos

O objetivo do estudo é compreender como são as células dessa população rara, cuja incidência é de aproximadamente 0,20% do total de indivíduos

Os supercentenários, como são chamadas as pessoas que vivem além dos 110 anos, intrigam os cientistas porque, além da alta longevidade, parecem envelhecer mais lentamente e com menos incidências de doenças crônicas relacionadas à idade do que os centenários (aqueles que vivem entre 100 e 104 anos). “Alguns parecem aguentar qualquer desaforo do ambiente: fumam, bebem, têm sobrepeso e não se exercitam”, relata Mayana Zatz, professora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) .
Para tentar entender como o organismo dessa população funciona, do ponto de vista biológico, pesquisadores americanos reprogramaram células derivadas de uma mulher com 114 anos e as compararam com outros dois tipos de pacientes: um controle normal, de 43 anos, e outro com progéria – enfermidade genética rara, cujos sintomas se assemelham ao processo do envelhecimento.
Nesta edição de Decodificando o DNA, a professora Mayana Zatz conta como os cientistas fizeram as análises e a quais conclusões chegaram.
Clique no áudio acima e ouça a coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP. Se quiser saber mais, o estudo foi publicado na revista científica Biochemical and Biophysical Research Communications.

Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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