Pesquisa no Reino Unido investiga papel das células de memória em indivíduos assintomáticos expostos à covid-19

Autores ressaltam que os achados podem direcionar o desenvolvimento de vacinas mais eficientes, focando nas células T, que protegeriam contra a covid durante a vida toda, como é o caso do imunizante contra a febre amarela

 Publicado: 18/11/2021
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Na coluna de hoje (18), a professora Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, apresenta um estudo que avaliou o papel das células T em indivíduos assintomáticos expostos à covid-19. O trabalho, coordenado por pesquisadores do Reino Unido, analisou profissionais de saúde altamente expostos ao sars-cov-2, mas que permaneceram assintomáticos. 

As células T, também chamadas de células de memória, são um conjunto de linfócitos que já tiveram contato prévio contra um patógeno semelhante – ou uma vacina específica – e, portanto, têm uma resposta secundária rápida e eficiente contra o invasor com características semelhantes.

Algumas dúvidas queriam ser esclarecidas pelos cientistas, como, por exemplo, se pacientes poderiam ter uma resposta mais eficiente de células T do que outros. Ou se as pessoas que não apresentaram sintomas tiveram uma infecção abortada, que é quando o organismo elimina o vírus de forma tão rápida que não é possível detectá-lo.

Mayana faz, ainda, uma correlação entre essa pesquisa inglesa e outras duas desenvolvidas pelo CEGH-CEL. Uma delas pode ser ouvida aqui.  


Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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