Novas proporções de tela dos celulares não favorecem a nossa visão

Luli Radfahrer comenta em sua coluna sobre a nova tendência dos vídeos verticais

Com as redes sociais introduzindo um novo formato para a produção audiovisual, os “vídeos verticais” têm se tornado mais comuns do que outros formatos de vídeos. O tradicional formato paisagem (16:9) está perdendo espaço para o formato vertical (9:16). Na coluna de hoje (25), o professor Luli Radfahrer comenta que o formato de vídeo na vertical pode trazer desconforto, já que temos uma visão acostumada ao formato paisagem: “A nossa visão evoluiu para que a gente possa ver terrenos mais largos do que altos, é só ver que, por mais que o seu olho seja uma esfera, a sua pálpebra é larga e rasa porque o mundo é mais largo e mais raso”.

Radfahrer compartilha que o primeiro formato de vídeo priorizava o custo do filme em vez de ser mais confortável aos olhos: “A 3×4, por exemplo, que era muito usada nas câmeras, no cinema antigo e até na televisão, quando ainda era de tubo, na verdade surge logo depois que a Kodak começa a produzir o filme flexível. A ideia é ter um formato portátil, confortável e um pouco mais larga do que alta, mas ela não podia ser muito mais larga porque o filme era caro, então daí surgiu a proporção do 4×3. Já a proporção utilizada hoje nos celulares (16×9) surgiu em um contexto bem diferente: “A proporção surgiu, por incrível que pareça, da média entre a proporção dos filmes mais populares do cinema e das velhas TVs. O resultado é um formato que é ruim para todo mundo”.

Para saber mais, ouça no player acima a íntegra da coluna Datacracia.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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