Morte de ciclista reflete modelo de cidade que não respeita pedestres

A colunista Raquel Rolnik comenta caso da ciclista que era doutoranda da USP e que foi atropelada e morta enquanto pedalava pelas ruas da cidade

 12/11/2020 - Publicado há 1 ano
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A morte da ciclista e pesquisadora do LabCidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU), Marina Harkot, 28 anos, mostra que a cidade de São Paulo mais uma vez privilegia o espaço para carros e motos ao invés de ciclistas e pedestres. O mais grave dessa ocorrência é que a vítima não foi sequer socorrida pelo motorista do veículo.

A professora Raquel Rolnik ressalta que esse modelo de cidade não protege os ciclistas e muito menos as mulheres, que têm medo de usar os espaços da cidade, em contrapartida ao privilégio histórico da circulação de veículos automotores. A punição não vai reverter essa situação. Essa é uma questão política e uma boa reflexão a ser feita nesta reta final das eleições municipais.


Cidade para Todos
A coluna Cidade para Todos, com a professora Raquel Rolnik, vai ao ar toda quinta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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