Marília Fiorillo projeta resolução de conflitos geopolíticos em 2021

Em uma projeção com pitadas de utopia, a colunista prevê resoluções de crises políticas e humanitárias no Iêmen, Birmânia e China, além do fim da fome

Marília Fiorillo, na coluna Conflito e Diálogo, diz que durante todo o ano utilizou esse espaço para jogar luz sobre delicados acontecimentos geopolíticos. Em sua última participação em 2020, a especialista projeta um utópico 2021, com a resolução de dramas políticos e humanitários ao redor do globo.

“A Arábia Saudita vai suspender os bombardeios contra a população de rebeldes houthis no Iêmen; e os houthis irão proibir a prática recém-adotada de assassinar aqueles com suspeitas de estarem com covid-19. O surto de cólera, doença erradicada, que atingiu mais de 1,3 milhão de pessoas no país [Iêmen], será revertido em um ou dois meses pela reconstrução da rede de saneamento e pela distribuição do remédio mais simples do mundo: o soro de hidratação.”

Ela prossegue em suas projeções: “Um milhão de refugiados rohingyas, em campos de Bangladesh, não precisarão mais ter medo de serem deportados para uma ilha isolada e voltarão para sua terra em Myanmar. Lá, eles reconstruirão suas vilas, que foram queimadas pelo exercito birmanês, liderado por Aung San Suu Kyi. E o comitê do Nobel, que jamais cancelou um prêmio, vai retirar o prêmio da paz da ex-dama da flor, atual dama da limpeza étnica”.

“Mais que isso, na China, vão fechar em 24 horas os campos de detenção, eufemisticamente chamados de campos de reeducação, nos quais os uigures são condenados a trabalhos forçados. E a pena de morte será abolida não só lá [na China], mas também no Irã, onde a ala reformista irá se fortalecer, porque haverá suspensão das sanções econômicas que estão degradando o país.”

Mais adiante ela prossegue, prevendo que os refugiados do mundo inteiro terão à sua espera políticas de inclusão e hospitalidade. Já o Conselho de Segurança da ONU será totalmente reformado, a começar pelo fim do poder de veto dos cinco membros permanentes. E a oposição na Rússia inventará um antídoto para os venenos típicos do Kremlin. “A fome, que não é um fenômeno natural, mas uma escolha política, jamais voltará a assombrar as pessoas.”


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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