“Leis internacionais têm como punir óleo no Nordeste”

Dallari chama a atenção para as mais de duas toneladas de óleo encontradas no litoral nordestino, um verdadeiro “crime ambiental”, segundo ele

A enorme quantidade de óleo que apareceu nas praias do Nordeste brasileiro, desde setembro, chamou a atenção de todo o mundo, não só pelo absurdo, mas principalmente pelo desastre ambiental, econômico e social que provocou. “É todo um ecossistema que está sendo atingido por essa poluição que vem do mar”, afirma o professor Pedro Dallari em sua coluna desta semana. Como lembrou o colunista, segundo boletim do Ibama de 31 de outubro, já são 286 locais afetados pelo óleo, que teria vazado – acidentalmente ou não – de um navio grego. “Trata-se de um crime ambiental. Até agora, já foram recolhidas mais de duas toneladas de resíduos sólidos das praias nordestinas, o que demonstra que a quantidade de óleo no mar é muito maior”, garante o colunista.

“Há alguns aspectos a serem observados, e um deles é a pesquisa científica – tão questionada atualmente – que ajudou a identificar a rota do óleo. Foi com pesquisas intensas que os cientistas conseguiram identificar de onde o óleo saiu e identificar o principal suspeito. Mas quais são as respostas que vão ser dadas à sociedade brasileira para que casos como este não aconteçam mais e para que os responsáveis sejam punidos? A integração e legislação internacionais trazem boas respostas para esses questionamentos”, afirma Dallari.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Globalização e Cidadania.


Globalização e Cidadania
A coluna Globalização e Cidadania, com o professor Pedro Dallari, vai ao ar toda quarta-feiraa às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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