Aprovação do Fundeb veio de mobilização intensa da sociedade

Aprovado pela Câmara, novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) vai agora ser votado no Senado. Proposta vai ampliar o número de municípios atendidos

Nesta semana, o colunista Renato Janine Ribeiro discute, na coluna Ética e Política, a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O texto agora segue para aprovação no Senado e, na visão do colunista, deve passar sem grandes mudanças.

Para Janine, a aprovação foi uma grata surpresa, que não surgiu do nada, veio de uma mobilização intensa de educadores, institutos ligados a educação e parlamentares, e também se beneficia pelo fato de o governo Bolsonaro ter ignorado o Fundeb durante um ano e meio. No último instante “tentou fugir com a bola”, querendo cancelar o fundo por todo o ano de 2021, o que equivaleria a destruir o ensino público em praticamente metade dos municípios brasileiros. Mas, no final, teve de se curvar, e muitos deputados bolsonaristas acabaram votando pela manutenção.

Janine destaca que, atualmente, o Fundeb atende principalmente Estados do Norte e do Nordeste do Brasil. Mas o novo Fundeb vai ampliar o atendimento de cerca de 1.500 para 2.700 municípios, incluindo municípios pobres de Estados ricos. É um grande avanço, que permite complementar os salários e tornar a profissão mais atrativa.

“É de se esperar que a aprovação do Fundeb fortaleça os Estados e municípios que, neste momento, estão absolutamente órfãos de qualquer protagonismo federal, deixando claro, com a minha experiência de ter sido ministro da Educação, que o MEC (Ministério da Educação) tem um papel muito importante para que a educação funcione no Brasil”, diz o colunista.

Ouça no link acima o áudio na íntegra da coluna Ética e Política


Ética e Política
A coluna Ética e Política, com o professor Renato Janine Ribeiro, vai ao ar toda quarta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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