USP sobe 54 posições no ranking do The Times Higher Education

A USP ficou entre as 200 melhores universidades do mundo, na 178ª posição. É a única universidade brasileira e latino-americana a figurar na classificação.

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A USP foi classificada entre as 200 melhores universidades do mundo, segundo o ranking do Times Higher Education, divulgado ontem, dia 5 de outubro. A USP ficou na 178ª posição, representando aumento de 54 posições em relação ao ano passado. A USP é a única universidade brasileira e latino-americana a figurar na classificação. Desde que o ranking foi criado, em 2004, não é a primeira vez que a Universidade fica na lista das 200 melhores do mundo: em 2005, ocupou a 196ª posição; em 2007, a 175ª e, em 2008, a 196ª classificação.

“A melhora significativa da USP em termos de posicionamento global e regional comprova que a grande maioria dos professores, funcionários técnico-administrativos e alunos está no caminho certo: preocupação crescente com  a qualidade do ensino, pesquisa e extensão dos serviços à comunidade; interdisciplinaridade; coesão; e ênfase na internacionalização”, destaca o reitor da USP, João Grandino Rodas, com uma ressalva: “Sentimento do dever cumprido, sim! Soberba ou orgulho desmesurado, não! Resta ainda muito a ser alcançado”, acrescenta.

O ranking britânico do Times Higher Education é um dos mais importantes rankings mundiais de universidades, desenvolvido em conjunto com a base de dados da Thomson Reuters. A avaliação é feita a partir de 13 indicadores, de acordo com cinco categorias — ambiente de ensino, inovação, internacionalização, pesquisa (volume, investimento e reputação) e citações (influência da pesquisa). De acordo com a publicação, foi a melhoria nestes dois últimos indicadores que contribuíram para o avanço significativo da USP na classificação deste ano.

“A USP é hoje responsável por 22% da produção científica do país. Contribuem para isso os recursos orçamentários do Governo de São Paulo para as universidades públicas paulistas, o apoio financeiro da FAPESP e de outras agências de fomento, a adoção de políticas afins voltadas para a valorização do mérito na progressão docente, a atenção permanente com a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação e a contrapartida das universidades aos projetos acadêmicos, com recursos próprios”, avalia o pró-reitor de Pesquisa, Marco Antonio Zago.

Segundo ele, “o resultado consolida a posição de liderança da USP na América Latina, colocando-a ainda à frente das universidades de países europeus com importante tradição acadêmica, como Espanha e Itália”.

A primeira da América Latina

Em outro ranking divulgado nesta semana, a USP foi considerada a melhor universidade da América Latina. O QS World University Ranking avaliou e listou, pela primeira vez, as mais importantes instituições latino-americanas. Nessa classificação, foram considerados critérios como a produção científica do corpo docente, proporção de professores com doutorado, impacto das pesquisas na internet, citações, reputação acadêmica e no mercado de trabalho. Para a avaliação, também foram consultados acadêmicos e empregadores regionais.

Na classificação mundial do mesmo ranking, divulgada no primeiro semestre do ano, a USP registrou melhora significativa em relação à edição de 2010, com o aumento de 66 posições, passando a ocupar o 169º lugar. O QS World University Ranking é elaborado por uma empresa britânica de consultoria educacional, a Quacquarelli Symonds, e divulgado pelo site Top Universities.

“O avanço no posicionamento da Universidade nos rankings reflete, de maneira clara, a percepção da sociedade, em particular, da comunidade acadêmica mundial e das instituições que empregam os profissionais formados, sobre a qualidade da formação dos estudantes, bem como da pesquisa realizada, que se espelha nas publicações científicas. Tal percepção facilita a inserção da USP na relação acadêmica com universidades de grande prestígio e abre portas para os pesquisadores e estudantes da Universidade para o desenvolvimento de pesquisa em colaboração com os mais respeitados centros mundiais”, ressalta o vice-reitor Executivo de Relações Internacionais da Universidade, Adnei Melges de Andrade.

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