Evento da CCInt discute a internacionalização da Universidade

Evento promovido pela USP em Santos reúne especialistas do Brasil e do exterior para discutir os meios de ampliar a internacionalização universitária.

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Encontro reúne especialistas do Brasil e do exterior para discutir os meios de ampliar a internacionalização universitária

A Comissão de Cooperação Internacional (CCInt) organizou o Encontro de Gestão de Relações Internacionais, com o tema “USP pensa a Internacionalização”, entre os dias 7 e 9 de agosto. Foram três dias de reflexões sobre os caminhos que a Universidade vem tomando para internacionalizar suas ações. Durante as discussões, estiveram presentes vários palestrantes nacionais e internacionais, como o vice-reitor executivo de Relações Internacionais da USP, Adnei Melges de Andrade; o vice-presidente da CCInt, Raul Machado Neto; o diretor do Programa de Estudos Internacionais da Universidade de Michigan, Jeffrey Riedinger; a vice-reitora da Universidade Politécnica de Hong Kong, Judy Tsui; o diretor-geral do Centro Franco-Brasileiro de Documentação Técnica e Científica (Cendotec), Thierry Valentin, e o vice-reitor da Universidade do Arizona, Francisco Marmolejo.

O vice-reitor executivo de Relações Internacionais da USP, Adnei Melges de Andrade, falou sobre a trajetória e as estratégias da internacionalização da Universidade. Relatou que o processo de internacionalizar a Universidade vem desde 1982, quando foi baixada uma portaria instituindo a Comissão de Cooperação Internacional.

Como ações em andamento, Melges destacou a melhoria na infraestrutura para atender aos alunos e professores estrangeiros. Para isso, serão reformados dois prédios, localizados nas ruas Benjamin Constant e José Bonifácio, no centro de São Paulo, que se transformarão em moradia para intercambistas estrangeiros.

O evento reuniu mais de 160 pessoas, entre diretores, vice-diretores, presidentes e funcionários da área de relações internacionais das Unidades

Segundo Melges, o interesse dos alunos e professores estrangeiros por estudar na USP tem aumentado progressivamente. Por isso, foi fechado um acordo com a Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, que organiza um movimento para renovar o centro da cidade. “Isso já é uma realidade. Estamos com o projeto executivo pronto e em outubro contrataremos as obras. Temos o prazo de um ano para transformar os prédios em apartamentos habitáveis.”

Outras ações em andamento dizem respeito à preparação do curso de Português a Distância, criado em parceria com a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), à criação do Programa de Professores Visitantes Internacionais, ao Programa de Cátedras Francesas Lévi Strauss e ao Programa USP iFriends, em que alunos voluntários colaboram na recepção de estudantes estrangeiros intercambistas. Melges esclarece que o Programa de Professores Visitantes Internacionais facilita o processo, pois agora outorga-se uma bolsa de estudos aos interessados. “Assim o professor visitante não pagará imposto de renda e a USP não terá encargos trabalhistas. O maior peso para a seleção está no currículo do professor.”

Mais ações

Outra ação importante é a construção do Centro de Difusão Internacional (CDI), em frente ao prédio da Escola de Comunicações e Artes (ECA), no local onde antes havia barracões. Segundo Melges, o projeto executivo foi terminado no final de julho e agora está em processo de levantamento orçamentário, sendo prevista a contratação da obra para novembro.

O CDI terá 5 mil metros quadrados, garagem subterrânea, auditório para 800 pessoas. No local haverá ainda um complexo de línguas estrangeiras, a Cátedra da Unesco, a Comissão Fulbright e uma agência da Universidade Livre, entre outros órgãos.

A CCInt também está buscando proporcionar melhores condições para o aluno USP realizar o intercâmbio, aumentando a oferta (em todos os campi) de cursos de línguas estrangeiras. O curso de Espanhol Vale 2011, lançado em agosto, está ofertando mil bolsas de estudo. Em processo de finalização está o curso de Mandarim a Distância e o Fundo USP de Mobilidade Estudantil está em processo de discussão.

Quando estiver concluído, o Centro de Difusão Internacional abrigará, entre outros órgãos, um auditório com capacidade para 800 pessoas, um complexo de línguas estrangeiras, a Cátedra da Unesco, a Comissão Fulbright e uma agência da Universidade Livre

Também está sendo criado o Sistema Corporativo Mundus, que organizará, em banco de dados, todas as atividades internacionais da USP. “Dessa forma, estamos dando unidade às informações e assim ficará mais fácil para estrangeiros pesquisarem dados sobre a Universidade. O sistema gerará relatórios para facilitar as informações para as agências de fomento”, ressalta Melges.

Programas internacionais de curta duração também estão nos planos da CCInt. Serão criados Summer Schools e Winter Schools, que contarão com professores de renome internacional para atrair estudantes a fazerem os cursos oferecidos.

Outra preocupação da Comissão é melhorar as falhas na visibilidade da USP para o exterior. Para isso, foram desenvolvidos vários materiais de divulgação em inglês, tais como o Guia do Estudante e do Pesquisador, o novo site da CCInt  bilíngue (português/inglês) e folderes, além da participação efetiva em redes sociais como o Twitter, Facebook e Youtube.

Hong-Kong

A vice-reitora da Universidade Politécnica de Hong-Kong, Judy Tsui, apresentou dados que mostram o aumento da presença de alunos estrangeiros na China. Ela lembrou que em 2009 foi lançado um esquema de bolsas de doutorado para atrair estudantes de destaque. A cota para estudantes externos foi aumentada para 20% e houve um relaxamento nas restrições de emprego e imigração. É possível ter emprego por horário parcial, há ofertas de estágio e emprego no verão, e não há restrições a estadias por 12 meses no país.

Segundo Tsui, os objetivos da internacionalização são promover a universidade como marca de reconhecimento global de forma altamente focada; acelerar a internacionalização das entidades estudantis, de funcionários e programas da universidade por meio de colaboração internacional e recrutamento ativo, e envolver toda a comunidade universitária, em particular os membros do corpo docente, para participar de atividades de promoção dentro e fora de Hong-Kong.

Francisco Marmolejo, vice-reitor da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, afirmou que é preciso que a Universidade deixe de ter um ensino tradicional e passe a pensar um ensino-aprendizagem em que os alunos são atores e os professores, mediadores desse processo. Para ele, é preciso uma agenda de disciplinas mais flexível e de tempo integral. Ele acrescentou que a internacionalização é um processo consistente, que precisa integrar uma perspectiva intercultural e global nas funções da docência, pesquisa e extensão, como também da difusão da cultura.

(Matéria publicada no Jornal da USP, edição de 15 de agosto a 21 de agosto de 2011)

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