Exposição apresenta livros que despertam memórias e histórias

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP exibe mostra com clássicos da literatura infantil

Por - Editorias: Cultura
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Mostra conta a história dos primeiros livros editados para crianças – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

São livros que remetem às histórias e memórias de todos. Mesmo aqueles que optam pela leitura através dos computadores ou tablets vão se encantar com a exposição Livros Infantis Velhos e Esquecidos, com a curadoria de Patrícia Tavares Raffaini e Gabriela Pellegrino Soares, historiadoras e professoras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A mostra está na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo, com entrada franca.

O público se depara com as páginas amarelecidas de clássicos como Viagem ao Centro da Terra, de 1862, A Volta ao Mundo em 80 Dias, de 1872, entre outras obras do francês Júlio Verne. Também pode apreciar as primeiras gravuras de Emília e Narizinho das aventuras escritas pelo paulista de Taubaté Monteiro Lobato. E ainda ver a coleção Tesouro da Juventude, com seus 18 volumes azuis, que enfeitavam as estantes nos anos dourados. Publicada em 1929 e reeditada em 1958, despertava o imaginário das crianças e adolescentes com os contos de Grimm e as fábulas.

Mas há outros tesouros que foram resgatados, como as antologias de contos de fadas e revistas como Tico-Tico. O público ainda pode conferir a trajetória das editoras brasileiras no Rio de Janeiro e em São Paulo.

As primeiras edições das fábulas de Monteiro Lobato – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

“De diversas maneiras, na mala de viajantes, no baú dos comerciantes, nos catálogos de livreiros ou nos gabinetes públicos de leitura, muitas publicações chegaram ao Brasil dos Oitocentos em português, em francês, em inglês ou em alemão”, explica Gabriela. “Eram livros importados, escritos, ilustrados, traduzidos e editados no exterior.”

Casas editoras como Garnier, Laemmert, Livraria do Povo e Francisco Alves publicavam livros em diversos formatos, aproximando crianças e jovens leitores de narrativas de grande sucesso na Europa

Nesse cenário, segundo as curadoras, surgem os primeiros livros para crianças elaborados no País. “Casas editoras como Garnier, Laemmert, Livraria do Povo e Francisco Alves publicavam livros em diversos formatos, aproximando crianças e jovens leitores brasileiros de narrativas de grande sucesso na Europa”, destaca Patrícia. “Seguindo a antiga fórmula docere et delectare, os leitores tinham acesso às ideias mais recentes sobre descobertas científicas e invenções, além de se divertirem com os novíssimos álbuns ilustrados.”

Livros antigos da mostra trazem à lembrança os tempos de infância do início do século 20 – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A exposição traz também algumas obras digitalizadas para serem consultadas em tablets. Interessante também acompanhar os painéis que esclarecem sobre a edição dos livros no final do século 19 e início do século 20.

A exposição Livros Infantis Velhos e Esquecidos é fruto das pesquisas realizadas pelas curadoras. Patrícia desenvolveu trabalho sobre o tema entre 2013 e 2016, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). E Gabriela desenvolve, desde 2016, um projeto sobre a circulação da coleção Tesouro da Juventude nas Américas a partir dos anos 1920, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A dedicação das historiadoras pode ser acompanhada nessa mostra que resgata livros que marcaram época e são referência na formação dos leitores.

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Edições primorosas chamam a atenção dos leitores infantis – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens
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Edições primorosas chamam a atenção dos leitores infantis – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens
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Edições primorosas chamam a atenção dos leitores infantis – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens
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Edições primorosas chamam a atenção dos leitores infantis – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens
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Livros Infantis Velhos e Esquecidos, com a curadoria das historiadoras Patrícia Raffaini e Gabriela Pellegrino, pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), sala Multiuso, Rua da Biblioteca, s/nº, Cidade Universitária, Butantã. Entrada franca. Até 30 de outubro.
Agendamento de monitoria: educativo@bbm.usp.br

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