Marisa Midori faz balanço de 2019 para os livros e as bibliotecas

Segundo a professora, este foi um ano muito difícil, sem margem para otimismo

 

A professora Marisa Midori apresentou em sua coluna Bibliomania, que foi ao ar no dia 13 de dezembro, um balanço de 2019 para os livros e as bibliotecas. “Quando pensamos em uma retrospectiva da Bibliomania, ou seja, das situações dos livros e das bibliotecas no Brasil, ou mesmo na América Latina, não há margem para otimismo”, diz.

A professora comenta alguns casos trágicos, como o ataque de vândalos à Biblioteca da Universidade de Brasília, ocorrido ainda no final de 2018, em que rasgaram livros sobre direitos humanos; e na Bolívia, quando a oposição de direita ameaçou atear fogo na casa do ex-vice-presidente Álvaro García Linera, bibliófilo e grande intelectual de esquerda, possuidor de mais de 30 mil volumes em sua biblioteca. Além disso, Marisa fala sobre a recente saída de Helena Severo da presidência da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Mesmo depois de um ano difícil, a professora termina com uma mensagem otimista. “Espero que a população se torne cada vez mais sensível para o livro e para as bibliotecas, atentando não só para elas como espaço de sociabilidade, mas também para a importância dessas instituições como guardiãs da memória. “É preciso pensar cada vez mais em 2020 que livro é símbolo do livre pensamento”, finaliza.


Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar toda sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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