USP mapeia em SP risco de infecção por vírus transmitidos por insetos

Os pesquisadores querem entender a dinâmica dos danos que esses vírus causam na natureza

Por - Editorias: Ciências
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Foto: Marcos Santos / USP Imagens

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Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (CPV-FMRP) da USP fazem coletas de sangue, saliva e fezes em primatas, no Centro de Controle de Zoonoses e no Bosque em Ribeirão Preto, e nos zoológicos das cidades de Barrinha, Serra Azul, Catanduva, São Carlos, São José do Rio Preto, São José do Rio Pardo e Leme.
O projeto teve início em 2017 e tem previsão de término em 2021.

Com os resultados, os pesquisadores pretendem gerar um mapa da Região Nordeste do Estado de São Paulo para o risco de infecção por arbovírus, vírus transmitido por insetos como mosquitos, e também por carrapatos. Já foram coletados materiais em cerca de 150 animais e em espécies como saguis, bugios e macacos-prego. O material será submetido à análise no CPV.

Os pesquisadores dizem que o mapeamento de risco será uma ferramenta visual para ajudar na identificação das zonas de possível risco de infecção pelo arbovírus. “Essas zonas, sendo identificadas visualmente, auxiliam no entendimento da incidência desses vírus na natureza e ainda podem servir como instrumento de tomada de decisão para órgãos públicos, como secretarias do Meio Ambiente e da Saúde nessas regiões, na implementação de políticas de prevenção, vacinação, etc.”

Segundo o pesquisador Leonardo La Serra, aluno de doutorado em Clínica Médica na FMRP e um dos participantes do estudo, “será possível compreender a dinâmica dos danos desses vírus na natureza, como o vírus zika, febre amarela, dengue, chikungunya, entre outros.”

A orientação é do professor Luiz Tadeu Moraes Figueiredo e a co-orientação, de Gilberto Sabino dos Santos Júnior, ambos do Centro de Pesquisa em Virologia da FMRP.

Mais informações: (16) 3315-3067

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