Home office traz mudanças e desafios

Ansiedade, solidão e sobrecarga de serviço são algumas sequelas de quem trabalha em casa, diz a psicóloga Miryam Maziero

Home office é o trabalho remoto, uma realidade que aumenta cada vez mais em todo o mundo. Através dele é possível cumprir as tarefas, de casa, neste momento de pandemia. Levantamento divulgado em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2018, 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam dentro de casa. Esse foi o maior contingente de pessoas já registrado nesse sistema de trabalho. O aumento foi de 44%, se comparado a 2012, quando começaram as pesquisas.

Trabalhar em casa não é tão fácil quanto parece. É necessário estruturar um local na residência para fazer seu serviço, evitando, sempre que possível, interferências externas, familiares ou quaisquer outras situações adversas. O ambiente doméstico não está estruturado para favorecer a produtividade do trabalho, o que faz com que as emoções se elevem neste momento de pandemia. Relatório da ONU mostra que as mulheres são as que mais sofrem ao trabalhar em casa, com a dupla jornada, muitas vezes sofrendo violência doméstica.

A psicóloga do trabalho Miryam Maziero, coordenadora do Ambulatório de Assistência Psicológica aos colaboradores do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, explica que “não é fácil trabalhar em casa. Deixar de ir para a empresa todos os dias traz muitas mudanças, que vão desde as físicas até as emocionais”. Ela também diz que, se essa situação persistir por mais tempo, “serão necessárias mudanças muito profundas, investimentos em plataformas digitais e novas soluções relativas às jornadas de trabalho e à administração do tempo”. A psicóloga lembra que “não é fácil trabalhar em casa. Deixar de ir para a empresa todos os dias traz muitas mudanças físicas e emocionais”.

 

 

 

 

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