Regulamentação pode melhorar condições de trabalho dos entregadores de aplicativos

Apesar das conveniências que os aplicativos de entrega oferecem aos cidadãos, para o professor Nabil Bonduki é preciso prestar atenção nas condições de trabalho com as quais convivem seus entregadores

Na primeira edição de Cotidiano na Metrópole, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta o crescimento de uma nova categoria de trabalhadores nas grandes cidades: os entregadores de aplicativos. Atraídos por serviços como Uber, iFood, 99 e Rappi, os entregadores e suas mochilas coloridas se tornaram parte da rotina das grandes capitais.

Entretanto, apesar das conveniências que esse tipo de serviço oferece aos cidadãos, para o professor, é preciso prestar atenção nas condições de trabalho com as quais convivem esses entregadores. “Temos essa comodidade como consumidores e como cidadãos, mas por trás disso há um trabalhador profundamente explorado”, aponta Bonduki ao mencionar os dados de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, a Aliança Bike.

De acordo com o estudo, “esse ciclista entregador mora, geralmente, na periferia. É homem e jovem, 50% têm menos de 22 anos. A maior parte deles é negra e parda, com ensino médio completo”, destaca o professor. Com rotinas de trabalho que não incluem dias de descanso e uma jornada média de mais de nove horas por dia, com remuneração abaixo do salário mínimo, esses profissionais demandam atenção e regulamentação.

Ouça mais no áudio acima da coluna Cotidiano na Metrópole.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda terça-feira às 9h30, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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