Estupros impunes no Paquistão são consequências do autoritarismo

Para Marília Fiorillo, estupros em países como o Paquistão não são tratados como crime, mas como atos de justiça

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Na coluna “Conflitos e Diálogos” desta semana, a professora Marília Fiorillo fala sobre a democracia a partir de um caso de estupro coletivo de uma garota de 16 anos no Paquistão. Em julho deste ano, as autoridades paquistanesas detiveram cerca de 30 pessoas após o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, ordenada por um conselho tribal na província de Punjab. 

O ocorrido não é novidade no país e o estupro coletivo é muito utilizado como penalidade por “autoridades” de conselhos tribais, em vilas do Paquistão. Marília Fiorillo afirma que os estupros em países como o Paquistão não são tratados como uma patologia social, nem crime, mas sim como atos de justiça. Ela traz dados da Comissão para Direitos Humanos do Paquistão, que em 2016 registrou cerca de 2.500 casos de violência contra mulheres, 1.000 casos de estupros e, em 150 desses casos, a vítima foi queimada viva ou sofreu ataque com ácido.

A partir da situação de um país como o Paquistão, onde muitas vezes impera a jurisprudência da lei de talião — “olho por olho, dente por dente” —, a professora comenta que apesar do fato de a democracia viver uma “profunda crise de confiança no mundo ocidental, ainda é o menos nefasto de todos os regimes”. Confira a coluna da professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP acima.

Ouça a íntegra da coluna da professora Marília Fiorillo.

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