Declarações de ministro sobre segurança no RJ criam beco sem saída

Para André Singer, as declarações de Torquato Jardim alimentam setores que flertam com autoritarismo

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Em sua coluna semanal para a Rádio USP, o cientista político André Singer, ao abordar a questão da segurança pública no Rio de Janeiro, trata das polêmicas declarações dadas pelo ministro da Justiça a um jornalista, a saber: que o governo do Rio não controla a Polícia Militar, que o comando da PM é decorrência de um acerto com um deputado estadual (não especificado) e, por fim, que os comandantes de batalhões são sócios do crime organizado.

Para Singer, essas declarações são da maior gravidade, sobretudo quando partem  de uma autoridade que tem sob sua responsabilidade a orientação geral da segurança pública do país. E mais: para além dos impactos imediatos, tal declaração cria uma situação sem saída, na medida em que o próprio ministro, que deveria propor uma saída para a crise,  não apresenta nenhuma solução para o problema.

Isso, na opinião de Singer, além de criar uma desconfiança geral das instituições, alimenta o desejo de certos setores da população,  que acham que a solução passa por uma saída autoritária.

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