A USP não está pedindo e não precisa de socorro

Na última terça, 10, o superintendente de Comunicação Social da USP enviou a seguinte carta ao redator-chefe da revista “Veja São Paulo”, Raul Juste Lores

Por - Editorias: Universidade
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Praça do Relógio – Foto: Marcos Santos-Banco de Imagens USP

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A capa SOS USP, publicada na última semana por Veja São Paulo, induz o leitor a uma visão errônea do que é a Universidade de São Paulo.

O texto alinha dez sugestões pontuais para supostamente socorrer e melhorar a condição financeira da instituição a curto prazo. Mas passa longe de informar, aos seus leitores, as complexas atividades de pesquisa, ensino e extensão das 52 unidades da USP.

As iniciativas inovadoras e contemporâneas da USP a colocam, na maioria dos rankings, como a melhor universidade do País, quando não a melhor da América Latina e, muitas vezes, da Iberoamérica. Entre 2010 e 2016, 1.717 papers foram produzidos em coautoria entre a USP e a Universidade de Harvard. A Universidade mantém 1.455 convênios/protocolos com 78 países diferentes.

A reportagem comete outro engano: confunde o orçamento da Pró-Reitoria de Pesquisa com recursos para pesquisa; estes chegam a bilhões, muito diferente dos R$ 2,5 milhões citados na matéria.

Quanto às dez sugestões alinhadas, a 1 e a 8 (remuneração aos professores por produtividade e cobrança de mensalidade) a legislação não permite e a discussão é infinita; as 2,3,4 e 7 (internacionalização, convênios com indústrias, doações de ex-alunos, licenças para cafés e restaurantes) já são praticadas; as 6 e 9 (parcerias em grandes obras, desburocratizar processos) têm entraves legais; quanto à 10 (tirar o HU do orçamento), o Hospital Universitário tem importante papel no ensino de qualidade em ciência e saúde, e à 5 (cobrança de estacionamento), além de problemas legais envolveria enorme burocracia.

A Reitoria está corrigindo equívocos administrativos passados, como a matéria mostra ao citar a criação de uma rigorosa controladoria financeira, já baixou as despesas com a folha de pagamentos de 105% para 94% do orçamento, além de implementar severas medidas administrativas.

A USP trabalha com afinco para abrir novas fontes de recursos para financiar suas atividades. Tem como um dos seus objetivos próximos que 50% dos ingressantes sejam oriundos de escolas públicas. Simultaneamente, investe no alinhamento com as melhores práticas acadêmicas do mundo como a internacionalização, a interdisciplinaridade e a diversidade.

A Universidade de São Paulo está empenhada, como nunca, no aumento da sua interação com a sociedade para a formação de profissionais que sejam líderes em suas atividades e cidadãos em suas comunidades.

A USP não está pedindo e não precisa de socorro.

Sem mais para o momento, subscrevo-me

Atenciosamente

Luiz Roberto Serrano
Superintendente de Comunicação Social da USP

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