Países estudam implantar “passaporte da imunidade” contra covid-19

A ideia é criar um documento para identificar quem já foi infectado pelo coronavírus e, assim, controlar a disseminação da doença

A comunidade científica mundial está unindo esforços para desenvolver uma vacina contra a covid-19. A previsão mais otimista diz que a imunização contra o sars-cov-2 deve estar disponível em 2021. Enquanto isso, muitos governos têm procurado caminhos diferentes para controlar a disseminação do coronavírus. Países como Chile, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos sugeriram o uso do que eles chamam de “passaporte da imunidade”. Seria um documento que certificaria que um indivíduo já foi infectado e estaria supostamente imune à doença.
Nesta edição de Decodificando o DNA, a professora Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, fala sobre um artigo científico publicado na revista The Lancet, assinado por Alessandra Phelan. No paper, a cientista discute os aspectos científicos, éticos e os desafios legais sobre o a implantação desse documento e traz algumas questões à tona: como relaxar o confinamento social? Quem poderia voltar às suas atividades normais? “Ainda existem várias dúvidas a respeito”, comenta a geneticista.
Para ouvir a coluna completa, clique no áudio acima.

Se quiser saber mais, o artigo Covid-19 immunity passports and vaccination certificates: scientific, equitable, and legal challenges está neste link.


Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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