Flexibilização da quarentena e reabertura precoce colocam País em risco

Para Nabil Bonduki, reabertura econômica é decisão arriscada no Brasil que, na última semana, teve a maior média móvel de mortes desde o início da pandemia, com 1.097 óbitos

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, discute a decisão por parte do governo de São Paulo de introduzir novas regras no plano de reabertura do Estado, ampliando a flexibilização da quarentena em diversas cidades.

“O que nós estamos verificando é que prefeitos estão cada vez mais flexibilizando as atividades econômicas das nossas cidades”, reflete Bonduki. Para o urbanista, apesar da necessidade econômica, a reabertura é “muito precoce”. Fato é que, no final de junho, cidades do interior de São Paulo que iniciaram o plano de flexibilização com maior reabertura tiveram crescimento nas internações e mortes por coronavírus maior do que a média.

Além disso, o professor ressalta que, na última semana, foi constatado que o País teve a maior média móvel de mortes desde o início da pandemia, com 1.097 óbitos, em média, por dia. “No entanto, apesar de tudo isso, nós já estamos reabrindo, contrariando as autoridades sanitárias”, afirma.

Para o especialista, o grande risco da reabertura antes da hora “é um novo crescimento da curva de infectados e óbitos”.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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