Momento Odontologia #29: Tratamento ortodôntico na idade adulta

O metabolismo ósseo frente a uma movimentação dentária é contínua, ou seja, existe uma remodelação constante em nosso organismo reabsorvendo e formando novo tecido ósseo quando uma força é aplicada. Isso significa, dentre outras coisas, que o uso o tratamento ortodôntico, isto é, de aparelhos fixos, móveis, transparentes e alinhadores pode ser realizado por adultos também

Por - Editorias: - URL Curta: jornal.usp.br/?p=266612

Momento Odontologia #29: Tratamento ortodôntico na idade adulta
Momento Odontologia - USP

 
 
00:00 / 4:35
 
1X
 

Nesta edição de Saúde Bucal, com o professor Jorge Abrão, do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, o tema tratado será o tratamento ortodôntico na idade adulta. O professor Abrão comenta que uma das perguntas mais frequentes dos pacientes adultos que procuram tratamento ortodôntico é “posso fazer tratamento em qualquer idade?” A responta é “sim”, afirma Abrão, e acrescenta: “Porque o metabolismo ósseo frente a uma movimentação dentária é contínua, ou seja, existe uma remodelação constante em nosso organismo reabsorvendo e formando novo tecido ósseo quando uma força é aplicada”.

O professor explica também que os principais fatores que determinam a indicação do tratamento ortodôntico seriam: “As medidas preventivas em todas as especialidades odontológicas; o conforto e eficiência dos aparelhos atuais (aparelhos fixos, móveis, transparentes e alinhadores); um aumento das exigências estéticas no acesso às informações pela sociedade, e problemas funcionais que resultam muitas vezes em dores, principalmente na articulação temporomandibular (ATM)”.

O paciente adulto, geralmente, só procura o tratamento ortodôntico quando é indicado por outro especialista, relata Abrão. Sendo assim, aspectos importantes no paciente adulto a serem considerados são: a motivação e as características psicossomáticas. O paciente adulto deve ser muito bem informado desde o início do tratamento em relação aos limites biológicos e às reais possibilidades terapêuticas associados ao tempo de tratamento – que deve ser o menor possível. O profissional não deve fazer o diagnóstico somente baseado em análises cefalométricas, análise numérica e de modelos ou até mesmo em análises faciais.

O paciente também precisa ser informado sobre a variedade de recursos que podem ser utilizados além das vantagens e desvantagens, havendo sempre uma preferência sobre os aparelhos mais estéticos em adultos. Em resumo, os objetivos devem ser limitados à solução dos problemas da queixa principal do paciente além dos benefícios em relação à estética e à função mastigatória.

Ficha Técnica

Edição sonora: Gabriel Soares
Produção: Rosemeire Talamone e Leticia Acquaviva
Para receber atualizações com novos episódios, assine o feed do podcast Momento Odontologia. Estamos também no Spotify, no iTunes, Google Podcasts, entre outros apps.
E toda segunda-feira, às 8h05, na Rádio USP (93,7 FM em São Paulo, 107,9 em Ribeirão Preto e streaming).

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.