Modelo matemático melhora preservação do camarão usando micro-ondas

Modelo desenvolvido pela engenheira de Alimentos Érica Siguemoto também propiciará maior tempo de prateleira ao produto

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Modelo matemático melhora preservação do camarão usando micro-ondas

 
 
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Na edição desta quinta-feira (12) do podcast Os Novos Cientistas, a convidada foi a engenheira de Alimentos Érica Siguemoto. Ela contou sobre seus estudos de pós-doc em que chegou a um modelo matemático que permitirá desenvolver equipamentos de micro-ondas que garantam a eliminação de microrganismos patogênicos e deterioradores no camarão embalado, de forma homogênea. “Com o procedimento poderemos até aumentar a vida de prateleira do produto, que dura, em média, dez a 12 dias”, afirma a Érica.

O trabalho vem sendo realizado no Departamento de Química da Escola Politécnica da USP e no Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), em parceria com a École Nationale Vétérinaire, Agroalimentaire et de L’Alimentation Nantes-Atlantique – Oniris (França). O modelo matemático já foi validado por testes experimentais, que simula a distribuição de temperatura no alimento durante a radiação de micro-ondas.

Érica contou que o alvo do estudo foi a Listeria monocytogenes, uma bactéria que causa listeriose – infecção alimentar nociva principalmente para mulheres grávidas e pessoas com o sistema imune comprometido. Inicialmente, para identificar a distribuição da temperatura no camarão, os pesquisadores analisaram como camarões únicos, não embalados, se comportam diante de uma fonte de calor convencional e de micro-ondas. “Entender a distribuição da temperatura é importante para conseguir eliminar os microrganismos e obter um alimento mais seguro, e para evitar um superprocessamento, ou seja, que uma parte do alimento aqueça muito a ponto de sofrer alterações”, descreveu Érica.

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