Universidades discutem a convivência em sociedades desiguais

O workshop internacional é o primeiro evento realizado pelo Instituto Merian América Latina na USP

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O evento reúne pesquisadores de várias instituições latino-americanas e alemãs. Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O Instituto Merian América Latina realiza, entre os dias 27 e 28 de novembro, o workshop Researching Conviviality in Unequal Societies: Theories and Methods, na Sala do Conselho Universitário.

Nesses dois dias, pesquisadores de várias instituições latino-americanas e alemãs discutem assuntos como discordâncias políticas, negociações, diferenças culturais e religiosas, ilegalidade, informalidade e sociabilidade. “O objetivo deste workshop é discutir teorias, métodos, estudos de caso e os diferentes modos de convívio”, explicou o pesquisador da Freie Universität Berlin, Sérgio Costa, na abertura do evento.

A diretora de Administração e Finanças da Freie Universität Berlin, Andrea Bör, lembrou que “nos últimos anos, mudanças econômicas e sociais alteraram dramaticamente a forma como nos governamos, como fazemos negócio e como interagimos. Procurar por medidas que garantam uma coexistência pacífica em sociedades cada vez mais diversas é um dos desafios centrais enfrentados pelos governantes deste século. Por isso, precisamos de mais pesquisadores que investiguem essas mudanças em várias áreas, de forma interdisciplinar”.

[Da esq. p/ dir.] Sérgio Costa, Marco Antonio Zago, Andrea Bör e Thomas Schröder. Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Para o reitor Marco Antonio Zago, “o assunto é desafiante, especialmente por abranger temas como a questão dos refugiados, a intolerância política e as desigualdades sociais e econômicas. Espero que esse seja o primeiro de muitos eventos que serão promovidos pelo Instituto Merian América Latina”.

Representando o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, que não pôde comparecer na abertura, o conselheiro de Assuntos Científicos e Intercâmbio Acadêmico da Embaixada, Thomas Schröder, lembrou que a cooperação com o Brasil é considerada estratégica e muito importante para a Alemanha, envolvendo diversas áreas e instituições dos dois países. “É um tipo de cooperação em que os dois lados ganham. Na questão da convivência em sociedades desiguais, por exemplo, o ponto de vista brasileiro é diferente do alemão, que hoje é muito marcado pela questão dos refugiados. Então, a troca de experiências e opiniões é muito interessante”, afirmou Schröder.

Instituto Merian América Latina

Voltado para o estudo sobre as formas de convivência entre grupos sociais, políticos, religiosos e culturais em sociedades desiguais, na América Latina e no Caribe, o Instituto Merian América Latina foi oficialmente instalado na Universidade no último dia 3 de abril.

O instituto foi concebido como um fórum dinâmico da produção e disseminação do conhecimento e é caracterizado pela cooperação horizontal e simétrica entre pesquisadores de diferentes disciplinas e países, abrigando pós-doutores e pesquisadores seniores. Trata-se de um consórcio formado pela USP e mais seis instituições: três universidades alemãs — Freie Universität Berlin, Universität zu Köln e Ibero-Amerikanisches Institut —, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a Universidad Nacional de La Plata e El Colegio de México.

O instituto conta com financiamento do Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha e ficará instalado no prédio do Centro de Difusão Internacional (CDI), no campus da USP em São Paulo.

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