Diretoria da FFLCH quer fortalecer ainda mais o diálogo na Unidade

Maria Arminda do Nascimento Arruda e Paulo Martins tomaram posse, respectivamente como diretora e o novo vice-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, em cerimônia realizada no dia 13 de dezembro, na Sala do Conselho Universitário da USP.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

Na cerimônia, tanto a diretora quanto o reitor ressaltaram a importância do diálogo e do debate com a comunidade uspiana e com a sociedade em geral

994X9890
A diretora Maria Arminda do Nascimento Arruda ressaltou que as ações e metas da gestão estão voltadas para o fortalecimento da imagem da FFLCH dentro da USP e na sociedade

A nova diretora e o novo vice-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), respectivamente, Maria Arminda do Nascimento Arruda e Paulo Martins, tomaram posse no dia 13 de dezembro, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário da USP. No início do seu discurso, Maria Arminda comentou o fato da cerimônia de posse coincidir com a promulgação no Brasil do Ato Institucional número 5 (AI-5), ocorrido há 48 anos, e a importância da democracia e das conquistas sociais. Depois, falou sobre o perfil da FFLCH.

“A Faculdade abriga expressiva heterogeneidade de carreira, rico manancial de pesquisas; volumosa produção científica; inúmeros projetos de cooperação com universidades do exterior, que a situam entre as universidades mais internacionalizadas da USP; vários núcleos, laboratórios e centros; o maior acervo bibliográfico acadêmico do Brasil; a mais ampla política de inclusão social da USP; um corpo estudantil social e etnicamente diverso”. E, segundo a diretora, a dimensão da Unidade demanda mais orçamento, pois tem “em torno de 16,5% do corpo discente da USP, apenas 7,5% do corpo docente e recebe menos do que 5% do orçamento total”, declarou.

Mas, a dirigente não deixou de comentar as divergências existentes também. “As qualidades insuperáveis da instituição não convivem, porém, com atitudes intolerantes e agressivas de descaso com o patrimônio da instituição, desacreditando a sua importância. O respeito com o legado público é compromisso inadiável. Consciente de tal responsabilidade, a direção do professor Paulo Martins e a minha tem exercitado o diálogo franco e aberto com todas as categorias que compõem o nosso corpo [docente, discente e de servidores], em consonância com a diretoria anterior, que se distinguiu por respeitar a pluralidade e buscar o entendimento civilizado”.

Metas

Para finalizar, Maria Arminda resumiu as ações que pretende realizar para atingir as metas propostas durante a campanha eleitoral. “Descentralizar iniciativas e autonomizar decisões, atualizar currículos; estruturar a política de permanência e de apoio estudantil; na pós-graduação, oferecer condições aprimoradas de funcionamento; na pesquisa, repassar recursos e apoiar as diversas iniciativas; na extensão, aprofundar o diálogo com a sociedade, incrementando a participação nas políticas públicas; ampliação do corpo docente; na área funcional, racionalizar os procedimentos realizados através de parcerias com os próprios servidores; melhorar infraestrutura técnica e predial; nos direitos humanos, respeitar as demandas identitárias e coibindo atitudes desrespeitosas e intolerantes. Pois, assim, a Faculdade alçará a sua voz, entrando de maneira qualificada no debate público”.

994X9993
(Da esq. p/ dir.) O secretário-geral da USP, Ignácio Maria Poveda Velasco; a diretora da FFLCH, Maria Arminda do Nascimento Arruda; o reitor Marco Antonio Zago; o vice-diretor da mesma Faculdade, Paulo Martins; o ex-diretor, Sérgio França Adorno de Abreu; e o vice-reitor Vahan Agopyan

O reitor Marco Antonio Zago desejou “uma gestão profícua à nova direção” e agradeceu o trabalho realizado pelo diretor anterior, Sérgio França Adorno de Abreu. Depois, falou dos destaques da universidade. “A Universidade é reconhecida como uma das melhores da América Latina nos rankings internacionais dos últimos anos, continua liderando a formação de pessoal de nível superior de elevada qualidade no país e é responsável por mais de 20% de todos os artigos científicos e de todas as patentes registradas neste país”.

Na área de cultura e extensão universitária, Zago reforçou que a instituição está “cada vez mais ampliando a relação com a sociedade”, citando, como exemplos, a apresentação da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) na comunidade do Jardim São Remo e o acordo de cooperação firmado com o Grupo Mulheres do Brasil (GMdB) para a realização de restauração das instalações do Museu Paulista da USP.

Desafios

Após elencar os destaques, o reitor comentou que apesar do momento de excepcional classificação, a “universidade, por sua natureza, é um local de conflitos” e citou as questões e desafios mais relevantes da universidade brasileira e da USP, que ele vem expondo em recentes conferências realizadas em universidades estrangeiras, as quais não diferem da missão de ensino, pesquisa e extensão. “Garantir o ensino de qualidade, levando em conta as necessidades da sociedade, a empregabilidade e as mudanças sociais no país; fortalecer a investigação científica e tecnológica, procurando garantir a sua excelência e relevância; e garantir o mais amplo acesso, procurando assegurar que nenhum estudante seja excluído por razões econômicas, de origem étnica ou classe social”.

Sobre as diferenças de opiniões dentro da universidade, Zago lamentou o fato do diálogo nem sempre prevalecer. “No entanto, o que me surpreende e causa indignação é o fato de que justamente no ambiente universitário, que deveria ser um espaço privilegiado do domínio da lógica e da discussão racional, do convencimento pela retórica e pela doutrina, alguns procurem resolver os conflitos recorrendo à força física, ao esbulho, à coação, ao constrangimento físico e moral. Isso não pode persistir. Porque afronta a ideia de universidade, é a negação da universidade”.

E, falou também sobre as responsabilidades que a Faculdade deve ter e do apoio que terá da Administração Central. “A nova direção tem uma responsabilidade muito clara, perante a comunidade uspiana e a sociedade paulista, que é o de estabelecer o intenso diálogo e o debate racional na Unidade. A Reitoria e seus diferentes órgãos estão prontos a participar desta discussão e da busca de soluções para conflitos persistentes, que podem ou poderiam impedir, que esta Faculdade contribua com a sua missão dentro da universidade e para a sociedade brasileira”.

(Fotos: Ernani Coimbra)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterImprimir esta páginaEnviar por e-mail

Textos relacionados