USP apresenta ações para o restauro e ampliação do Museu Paulista

Dentre as metas estabelecidas pela Universidade, está a restauração integral do prédio e a construção de um bloco técnico, o que permitirá que o espaço do edifício-monumento seja dedicado exclusivamente a exposições, atividades educativas e culturais.

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Participaram da reunião representantes da USP, de instituições governamentais, de entidades de patrimônio histórico e da sociedade civil

No último dia 25 de fevereiro, um encontro, promovido pela Vice-Reitoria, reuniu representantes da USP, de instituições governamentais, de entidades de patrimônio histórico e da sociedade civil para apresentar o andamento das ações e as diretrizes da Universidade para o restauro, modernização e ampliação do Museu Paulista.

Participaram da reunião o vice-reitor da Universidade, Vahan Agopyan; a diretora do Museu Paulista, Sheila Walbe Ornstein; a vice-diretora do Museu Paulista, Solange Ferraz de Lima; o chefe do Departamento de Acervo e Curadoria do Museu Paulista, Paulo César Garcez Marins; a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Arminda do Nascimento Arruda; o secretário Estadual de Cultura, Marcelo Mattos; a superintendente em exercício do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Maria Cristina Donadelli Pinto; a presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), Ana Lúcia Duarte Lanna; a presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), Nádia Somekh; o diretor-presidente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Otavio Okano; o presidente da Sociedade Amigos do Museu Paulista, Ademir Gatti; e o superintendente de Gestão Ambiental da USP, Marcelo Roméro de Andrade.

Também estavam presentes os docentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Nestor Goulart Reis, Paulo Bruna e Lúcio Gomes Machado, além de representantes da Superintendência do Espaço Físico da Universidade e da Secretaria Municipal do Verde.

O vice-reitor, Vahan Agopyan, deu início ao encontro destacando a importância do Museu para o país. “A USP tem o privilégio de cuidar do Museu Paulista, que é um patrimônio do povo brasileiro”, enfatizou.

Em seguida, o dirigente chamou atenção para o projeto de modernização do órgão, incluindo o restauro e a ampliação de suas instalações, com vistas às comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, em 2022. Nesse sentido, Agopyan ressaltou a importância da tomada de ações conjuntas entre a USP, poder público estadual e municipal, órgãos de preservação e entidades ligadas ao Museu.

O edifício-monumento, no qual o Museu está instalado, é considerado um monumento nacional. Localiza-se no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, área dividida por responsabilidades de preservação entre as esferas municipal, que administra as áreas verdes, a Casa do Grito e o Monumento à Independência, e estadual, por meio da Universidade, a quem pertence o Museu Paulista.

Desafios e metas

Dentre as metas estabelecidas pela Universidade, está a restauração integral do prédio do Museu

A diretora do Museu Paulista, Sheila Walbe Ornstein, fez uma breve apresentação do histórico do Museu, integrado à USP em 1963, e os desafios enfrentados no que se refere à degradação física do edifício-monumento e o crescimento contínuo dos acervos.

Dentre as metas estabelecidas pela Universidade, está a restauração integral do prédio, com a consolidação de suas estruturas, a modernização da infraestrutura e instalações, incluindo adequação ambiental e acessibilidade, e a expansão pelo subsolo. Além disso, prevê-se a ampliação do Museu, com a construção de um bloco técnico, que abrigará, principalmente, as reservas técnicas para a guarda do acervo, laboratórios de pesquisa, biblioteca, salas de aula, salas de atendimento a pesquisadores e a divisão administrativa, o que permitirá que o espaço do edifício-monumento seja dedicado exclusivamente a exposições, atividades educativas e culturais.

Quanto à restauração, Sheila ressaltou que, desde 2013, quando o prédio foi fechado ao público, a Universidade vem desenvolvendo uma série de ações visando ao restauro do Museu, como o mapeamento dos danos e diagnósticos de patologias das fachadas e condutores de águas pluviais. Para abrigar temporariamente as áreas administrativas e acervos, foram alugados seis imóveis para onde estão sendo transferidas as reservas técnicas, laboratórios e biblioteca.

“É uma preocupação da atual gestão manter vivas as atividades do Museu, com a abertura de alguns setores ao público, como o setor educativo, as atividades de pesquisa e as aulas”, afirmou a diretora.

Em relação à construção do bloco técnico, as ações da Universidade remontam ao ano de 2005, quando foi criada uma comissão de estudo sobre o tema, e, desde então, o assunto vem sendo discutido no âmbito da Universidade. Na reunião, foram apresentadas alternativas de áreas, próximas ao Museu, que poderiam abrigar esse novo espaço, cuja dimensão estimada é de 17 mil metros quadrados.

O Museu Paulista constitui-se como o mais importante museu brasileiro de história e é um dos mais visitados do país. Suas coleções somam 900 metros lineares de documentação textual, 30 mil objetos, 70 mil itens de iconografia e 60 mil volumes em sua biblioteca.

Grupo de trabalho

Após o debate, o vice-reitor Vahan Agopyan encerrou a reunião elencando os principais pontos levantados e os respectivos encaminhamentos

A segunda parte do encontro foi aberta para a discussão entre os presentes. Os temas debatidos abarcaram questões como a proteção ambiental do Parque da Independência; o estabelecimento de estratégias conjuntas para que as ações propostas tenham mais agilidade; a proposição de alianças com a sociedade civil para a captação de recursos, entre outras.

Após o debate, o vice-reitor Vahan Agopyan encerrou a reunião elencando os principais pontos levantados e os respectivos encaminhamentos.

Um grupo de trabalho será formado por representantes da Universidade e da Prefeitura. Em uma segunda etapa, a esse grupo se somará o Escritório Técnico de Gestão Compartilhada, que reúne Iphan, Condephaat e Conpresp. O escritório, instância ligada ao Iphan, possui um plano especial para a requalificação do chamado “conjunto do Ipiranga”, composto pelo Museu, áreas verdes, Casa do Grito e Monumento da Independência.

Também serão promovidas reuniões com a Secretaria Estadual de Cultura, que se dispôs a auxiliar o Museu na manutenção das atividades oferecidas à sociedade.

(Fotos: Ernani Coimbra e Francisco Emolo)

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