Estudo de engenharia da Poli sobre pavimentação ferroviária é premiado em congresso

André Fardin Rosa destaca a importância da constante manutenção das vias ferroviárias para evitar problemas de transporte de cargas

O Jornal da USP no Ar de hoje (4) abordou a situação do transporte ferroviário no Brasil com o doutorando da Escola Politécnica (Poli) da USP, André Fardin Rosa. Autor do estudo premiado no 34º Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes, ele explica que sua pesquisa é focada na qualidade da pavimentação ferroviária e como é influenciada pelos diferentes elemento das vias, como os efeitos do próprio trilho e as camadas geotécnicas abaixo da grade ferroviária. O estudo pode ser conferido gratuitamente neste link.

Destaca que em seu laboratório de pesquisa, o Laboratório de Inovação em Vias Metroferroviárias (LIM), também estudam a manutenção das ferrovias, por meio do desenvolvimento de métodos de otimização e de previsão de problemas antes que aconteçam. Ele diz que a manutenção das vias é essencial, pois, se houver defeitos no pavimento, haverá uma restrição de velocidade ou interdição do trecho. Isso gera um prejuízo no ciclo produtivo das cargas, uma vez que não terão o transporte realizado de maneira eficiente.

Apesar de ainda haver no País muitas ferrovias velhas, de tecnologia atrasada, Fardin Rosa acredita que a situação do transporte ferroviário no Brasil é otimista. Destaca que há constantes investimentos em construção de novas ferrovias e ampliação de outras já existentes. Porém, ainda há desafios, como a incompatibilidade da malha ferroviária já existente com outras mais novas, devido às diferentes distâncias dos trilhos para as distâncias entre rodas do eixo do trem. Isso dificulta obras de conexão entre as ferrovias.

Também explica que o meio rodoviário ainda é o mais utilizado para transporte de cargas, mas que deve haver uma diversificação nos meios de transporte, pois existem cargas mais propícias ao meio rodoviário e outras mais propícias ao ferroviário. O transporte ferroviário é útil para transporte de bens em grandes volumes, como minério de ferro e produção agrícola (soja e milho), que são as cargas mais usadas em trens. Fardin Rosa comenta que um trem transporta em torno de 100 vagões e um vagão transporta em torno de quatro caminhões, o que significa que um trem tem a capacidade de transporte de aproximadamente 400 caminhões.


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