Sociedade, hoje, valoriza a responsabilidade de atos cometidos

Renato Janine Ribeiro extrai lições do caso dos meninos presos em caverna da Tailândia

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Em sua coluna Ética e Política, que foi ao ar no dia 11 de julho de 2018 pela Rádio USP (93,7 MHz), o professor Renato Janine Ribeiro analisou o caso dos 12 meninos e seu treinador de futebol que ficaram presos numa caverna da Tailândia, de 23 de junho até 10 de julho, quando foram resgatados por uma equipe de mergulhadores.

O professor destacou a figura o treinador dos meninos, Ekapol Chanthawong, de 25 anos, que ao mesmo tempo foi o responsável pelo acidente e o salvador dos garotos. O treinador deu parte de sua comida para os meninos e ensinou a eles técnicas de meditação e formas de gastar menos energia. “Sem ele, os jovens não teriam saído de lá.”

Janine Ribeiro lembrou que o treinador é um ex-monge budista e aproveitou esse fato para fazer uma comparação com o monasticismo cristão ocidental. No cristianismo, os votos monacais são para toda a vida, enquanto na Tailândia é possível ser monge por períodos de poucos meses, por exemplo. “A ideia de que passemos pela vida e possamos, num certo momento, ter uma experiência monástica é algo interessante e tem um sentido espiritual talvez valioso.”

O professor acentuou ainda uma “mudança gigantesca” ocorrida no mundo nas últimas décadas. No passado, fatos como o ocorrido com os garotos na Tailândia seriam considerados “fatalidades”. Agora, a sociedade contemporânea valoriza muito a responsabilidade dos atos cometidos. “Essa é a lição significativa. Devemos prevenir erros. E cada vez temos mais meios de preveni-los.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Ética e Política.

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