“População não acordou para o tamanho da ameaça”, alerta pesquisador do Inpa

Philip Fearnside comenta sobre ameaças do desmatamento gerado por obras de barragens na Amazônia

 11/03/2020 - Publicado há 2 anos  Atualizado: 17/03/2020 as 9:07
Reservas ambientais – Foto: (Arquivo Agência Brasil)

 

O programa Ambiente É o Meio desta quarta-feira, 11 de março, conversa com o pesquisador Philip Martin Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sobre os riscos de obras como as barragens para a Amazônia.

Fearnside avalia o desmatamento amazônico como “o mal mais óbvio”, já que nos seus mais de 40 anos de vida na floresta viu desaparecer área equivalente ao território da França. Mas, à degradação provocada por incêndios e madeireiras, o pesquisador soma mudanças climáticas e decisões políticas na construção de rodovias e barragens para hidrelétricas, “sem argumento econômico”. Para o pesquisador, “a população não acordou ainda para o tamanho da ameaça”.  

No Inpa desde 1978, o biólogo norte-americano que adotou o Brasil como sua morada trabalha para o fortalecimento do conceito de serviço ambiental. Fearnside  acredita na importância da preservação do meio ambiente como valor econômico produzido pela população amazônica. Assim, a destruição de ecossistemas provocada por obras como a Transamazônica e a Usina Hidrelétrica de Balbina, que causou o alagamento de uma área de 3.129 km em terras que anteriormente eram ocupadas por índios Waimiri-Atroari, “deve ser evitada com decisões racionais e menos pressão política”, afirma.

Ouça no player acima a íntegra do programa Ambiente É o Meio

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