Pequeno empresário deve ter mais espaço na política

A opinião é do professor Paulo Feldmann, para quem é natural que o empresariado tente obter mais espaço na política

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Recentemente, o grupo de empresários Renova Brasil anunciou que irá criar um “fundo cívico” para incentivar e auxiliar pessoas que nunca disputaram uma eleição a se candidatarem.

Para o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, essa tentativa do empresariado de obter mais espaço na política é natural, já que em 2018 ocorrem as eleições presidenciais no Brasil.

O que acontece de diferente hoje, explica o professor, é a busca por mais participação política por parte de empresários que não têm tradição nesse meio. A exemplo da iniciativa En Marche!, responsável pela eleição do atual presidente da França, Emmanuel Macron, o Renova Brasil parte do princípio de que empresários bem-sucedidos serão gestores públicos de igual sucesso.

Feldmann discorda desse conceito. Para o estudioso, trata-se de uma ideia publicitária fácil de ser vendida. Na opinião do professor, a participação do empresariado é bem-vinda, no entanto, no Brasil, isso ocorre predominantemente com as grandes empresas, que acabam acumulando um capital político e financeiro assustador. Nesse sentido, Feldmann defende a promoção de um espaço maior dos pequenos empresários no cenário político nacional.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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