Novo filme dos irmãos Coen revela impacto do digital

Em produção da Netflix, “The Ballad of Buster Scruggs” reúne seis histórias sobre o faroeste americano

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O último filme dos irmãos Coen que estreou em Cannes está liberado na Netflix. The Ballad of Buster Scruggs é a indicação de Giselle Beiguelman em sua coluna Ouvir Imagens da Rádio USP (clique no player acima). Como os imperdíveis Fargo, Onde os Fracos Não Têm Vez e Bravura Indômita, o novo filme de Joel e Ethan Coen é, segundo a professora, “excelente”.

“A novidade é o filme ter sido produzido pela Netflix e a incursão dos Coen no mundo da imagem digital e, de certa forma, orientado para a tela pequena, seja ela a do computador, do tablet, celular ou TV da sala de estar”, explica a artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “Do ponto de vista estético, The Ballad of Buster Scruggs repete alguns elementos que são marcas da maestria dos irmãos Coen, como a fotografia impecável e grandes planos de paisagens. Porém, o filme tem uma paleta que explicita a presença do digital, na artificialidade do colorido das imagens que varia entre os tons de amarelo, azul e verde.”

A fotografia sempre impecável e a presença do digital estão nas seis histórias independentes que compõem o roteiro, ganhador do Festival de Veneza nessa categoria. “Chegou-se a especular que o filme seria uma série quando exportado para a Netflix, fato que não se confirmou.”

Giselle Beiguelman comenta que o formato das seis histórias independentes se fecha sem impactar as outras. “Este recurso certamente favorece o espectador que tem o hábito de assistir a séries e outros formatos de audiovisual, que são consumidos, geralmente, de forma mais intermitente.”

Fã dos filmes dos irmãos Coen, ela comenta: “As histórias são absolutamente sórdidas, ainda que temperadas pelo indefectível humor negro da dupla”. Quem quiser saber mais sobre The Ballad of Buster Scruggs, acesse: www.desvirtual.com

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