Não saber a hora em que ocorreu AVC prejudica tratamento

Trabalho apresentado em Congresso Europeu sobre AVC mostra que ressonância magnética pode ser aliada nesses casos, diz especialista

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Nesta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre novidades no tratamento inicial de quem sofre um AVC isquêmico, que acontece devido ao entupimento de uma veia que leva sangue ao cérebro, e que hoje é a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo.

Pontes Neto alerta que, em 25% dos casos que chegam aos hospitais, não se sabe a que horas ocorreu, ou porque acordaram com os sintomas, ou porque há dificuldades de se comunicar. Esses fatos podem comprometer o início do tratamento, uma vez que para isso são utilizados trombolíticos, remédios que dissolvem o coágulo, mas que devem ser administrados nas primeiras quatro horas e meia do início dos sintomas.

Com o intuito de mudar esse cenário, estudo com mais de 500 pacientes, sem horário específico de ocorrência, foi apresentado na European Stroke Organization Conference deste ano em Gotemburgo, na Suécia, e publicado simultaneamente no The New England Journal of Medicine. Os resultados mostraram que a ressonância magnética pode ser uma aliada no tratamento dessa ocorrência, uma vez que pode indicar o horário de início dos sintomas para os médicos. Ouça acima, na íntegra, o comentário do professor Octávio Pontes Neto.

Por: Thainan Honorato

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