Nanotecnologia gera impactos positivos para a economia

Área engloba a manipulação da matéria em escala atômica e permite criar ou melhorar propriedades dos materiais

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A possibilidade de manipular estruturas do tamanho de moléculas ou até átomos tem revolucionado diversos segmentos da indústria. A nanotecnologia, área do conhecimento que pesquisa e desenvolve esses processos, é o tema desta semana do USP Analisa com o docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e coordenador do Grupo de Nanomedicina e Nanotecnologia (GNano) Valtencir Zucolotto. 

“A humanidade fabrica, processa e usa materiais há milênios. A diferença da nanotecnologia é que na produção desses materiais, por exemplo, usando ferramentas nanotecnológicas, a gente consegue colocar ali quase que átomo a átomo ou dar um ordenamento, um alinhamento molecular, e esse controle na produção desses materiais é que faz toda a diferença, é que faz surgir novas propriedades ou propriedades muito melhoradas”, explica ele. 

Para Zucolotto, essa área pode trazer impactos positivos para a indústria, inclusive em nível nacional. “No Brasil, o impacto na geração de empregos ou bens e produtos de indústrias brasileiras de nanotecnologia talvez ainda seja um pouco limitado, porque são poucas indústrias, obviamente, comparado com outros setores. Mas a tendência é que você tenha um aumento nos próximos anos. E uma vez incorporadas essas nanotecnologias, aí sim vai afetar a geração de empregos, a qualificação dos funcionários e tudo isso obviamente tem um impacto importante na nossa economia.” 

O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

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