“Invasão do Capitólio configura tentativa de golpe de Estado”

O professor Alberto do Amaral Júnior analisa a invasão ao Congresso dos EUA por apoiadores de Donald Trump e teme que o episódio influencie lideranças autoritárias ao redor do mundo

 07/01/2021 - Publicado há 10 meses
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Pessoas invadindo o Congresso Americano – Foto: Reprodução – Samuel Corum/Getty Images

Na tarde desta quarta-feira (6), um grupo de apoiadores de Donald Trump invadiu o Capitólio, como é chamado o Congresso dos EUA, a fim de interromper a contagem de votos das eleições americanas, último processo para formalizar a vitória do democrata Joe Biden. 

Segundo Alberto do Amaral Júnior, professor associado da Faculdade de Direito (FD) da USP, o fato é extremamente grave e configura tentativa de golpe de Estado. “O que houve nos EUA foi uma tentativa de alteração, por meio da força, do resultado das eleições”, explica ele, promovendo uma comparação com uma partida de futebol: não se pode mudar, depois do jogo terminado, o resultado da partida. 

As consequências desse ato se espalham para além das fronteiras estadunidenses, de acordo com o professor, já que estimula lideranças autoritárias a também organizarem manifestações contra a democracia, como é o caso de Jair Bolsonaro. “Ele já organizou, no ano passado, manifestações contra o Congresso, e nada impede que, no futuro, estimulado por ações como essa, ele tente repetir atos semelhantes no Brasil”, completa. 

 


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