Faltam informações sobre os malefícios causados pelos perturbadores endócrinos

Colunista considera que a indústria química vence por 10 a zero os movimentos que tentam combater o problema

A Ciência tem obtido evidências alarmantes sobre os efeitos dos perturbadores endócrinos, substâncias químicas que atacam de forma nociva o sistema hormonal humano. Mas a questão, segundo o colunista, ainda é pouco debatida. Por um lado, as vítimas não estão suficientemente informadas e conscientes para agirem na luta pela proibição desses produtos. Por outro, o lobby da indústria química é organizado e consegue, mesmo nos países mais avançados, dificultar qualquer tipo de proibição.

Segundo Eli da Veiga, os perturbadores endócrinos são, em geral, composições de bromo, flúor e cloro. Mas em relação ao mais conhecido, o bisfenol A, as descobertas da Ciência são alarmantes. “Evidências mostram que, quando esta substância ataca a tireoide, não é tanto em adultos. Em mulheres grávidas, o cérebro do bebê que está sendo formado é altamente sensível às alterações da tireoide”, alerta o colunista. Cientistas também estão relacionando a queda do quociente de inteligência (QI) a estes produtos. “Pesquisas realizadas na Califórnia, nos EUA, têm relacionado os perturbadores com o autismo”, ressalta.

Para melhor compreensão do tema, o colunista sugere a consulta a um site norte-americano e recomenda um documentário. No site six.classes.org estão descritas seis classes de substâncias químicas com as quais devemos ter maior preocupação. O documentário de quase uma hora tem como título Amanhã, todos cretinos?”.

Ouça a coluna na íntegra.

Textos relacionados