Dia Mundial do Meio Ambiente não tem nada a comemorar

Está ocorrendo um aumento na frequência dos efeitos climáticos extremos, com grandes secas, inundações e mudança no padrão das chuvas

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP

Na semana em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, o clima não é dos melhores. O consumo de combustíveis fósseis, o desmatamento e a utilização de fontes não renováveis de energia já jogaram na atmosfera mais de 400 partes por milhão de dióxido de carbono. De acordo com o Observatório do Clima, foi um aumento de 70% desde o período pré-industrial.

Esses problemas atmosféricos, somados com a poluição dos oceanos, intensificam o efeito estufa, gerando mais aquecimento global. Pesquisas recentes na área de meteorologia apontam para uma mudança na temperatura da Terra, que deverá exceder 1,5º centígrado até 2040. Paulo Artaxo, especialista em mudanças climáticas e professor do Instituto de Física (IF) da USP, avalia que mudanças drásticas observadas no ecossistema amazônico estejam ocorrendo também por toda a costa brasileira.

“Já está aumentando a frequência de efeitos climáticos extremos, com grandes secas, grandes inundações, mudança no padrão de chuva em todas as regiões do País, em particular no Nordeste, onde está ocorrendo a maior seca dos últimos 200 anos e está durando cerca de sete anos”, explica Artaxo, um dos especialistas ouvidos sobre o tema meio ambiente nesta entrevista que você pode ouvir, na íntegra, pelo link acima.

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