Águas amazônicas estão contaminadas com arsênio, diz pesquisadora

Estudo divulgado pela OMS mostra que, na Amazônia, reservatórios de pouca profundidade contêm água com até 70 vezes mais do limite
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O programa Ambiente É o Meio desta semana traz entrevista com a professora e pesquisadora Simone de Fátima Pinheiro Pereira, coordenadora do Laboratório de Química Analítica Ambiental (Laquanam) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Simone fala que sempre esteve envolvida com as questões do meio ambiente na Amazônia; nos anos 2000 criou o Laquanam para suprir a necessidade de apoio para desenvolver pesquisas de mestrado e doutorado. “O nosso grupo é o único do Brasil que detém resultados de background da água, do solo, dos metais em cabelos e peixes na região da Volta Grande do Xingu, antes da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, portanto, possui material para comparar”, afirma a pesquisadora.

O foco das pesquisas do grupo de Simone é desastre ambiental e contaminação das águas na Amazônia. A primeira pesquisa foi sobre o arsênio, presente nos rejeitos das fábricas, descartado de forma errada e levado para os rios durante as chuvas. “A população usava a água desses rios para cozinhar, beber, tomar banho e até lavar as roupas. Quando submetidas a estudos de análise dos cabelos, 90 de 100 pessoas estavam com os níveis de arsênio acima do estabelecido como máximo para o ser humano.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estudo conduzido por cientistas do Brasil, Peru e da Suíça mostra que os reservatórios de pouca profundidade contêm água que supera em até 70 vezes o limite recomendado de arsênio.

Ambiente É o Meio é uma produção da Rádio USP Ribeirão Preto em parceria com professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Programa USP Recicla da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

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