Professor Luiz Bernardo Pericás é eleito Intelectual do Ano

Troféu Juca Pato, concedido pela União Brasileira de Escritores, já foi atribuído a pensadores como Carlos Drummond de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda

Por - Editorias: Universidade
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Foto: Divulgação/Boitempo

O professor de História Contemporânea da USP Luiz Bernardo Pericás foi eleito Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores (UBE) e receberá o Troféu Juca Pato.

O autor foi indicado ao prêmio por sua mais recente obra, Caio Prado Júnior: uma biografia política (Boitempo Editorial, 2016), que trata da trajetória e ativismo do historiador que viveu durante o período da ditadura militar brasileira.

O troféu concedido ao Intelectual do Ano tem forte vocação social e política por prestigiar personalidades que tenham se destacado em qualquer área do conhecimento. Criado em 1962, já foi atribuído a alguns dos maiores pensadores e escritores brasileiros, como o próprio Caio Prado Júnior, Erico Verissimo, Jorge Amado, Sérgio Buarque de Holanda, Carlos Drummond de Andrade, Antonio Candido, Lygia Fagundes Telles, entre outros.

Sobre o livro

Figura emblemática no desenvolvimento do marxismo nas Américas, Caio Prado Júnior se tornou conhecido tanto pela originalidade de seu pensamento quanto pela militância política, que o levou a atuar na Aliança Nacional Libertadora (ANL) e no Partido Comunista do Brasil (PCB). Seu esforço para entender a condição periférica do País em relação a outras economias e sua preocupação constante com a elevação material, cultural e de consciência política das massas fizeram com que escrevesse livros como Formação do Brasil contemporâneo, cuja tese Sentido da colonização consta como marco na historiografia nacional.

Neste livro, baseado na leitura minuciosa de centenas de documentos (muitos deles inéditos), Pericás mostra como o ativismo repercutiu na vida e na obra de Caio Prado Júnior, indo das primeiras leituras às viagens para o exterior (inclusive para os países socialistas), do golpe de 1964 aos debates sobre a revolução brasileira, do breve exílio no Chile ao retorno seguido de encarceramento, chegando por fim ao legado de seu ideário para a esfera pública.

Com informações da Boitempo Editorial

Mais informações: site goo.gl/yjuwf3

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